Índia pode cortar subsídio do potássio; medida afetaria demanda pelo fertilizante

MUMBAI (Reuters) - Um ministério indiano propôs cortar os subsídios do potássio em 17 por cento no próximo ano fiscal para reduzir o déficit fiscal do país, disseram autoridades, uma medida que iria abalar a demanda em um dos maiores importadores mundiais do fertilizante.

Embora os preços globais do fertilizante estejam caindo, uma redução no apoio do governo na Índia-- que junto com a China é a maior importadora mundial de potássio-- vai tornar o produto relativamente caro para as companhias que o importarem.

Executivos nessas companhias disseram que caso a proposta seja adotada elas buscariam preços menores por meio da negociação de contratos anuais com fornecedores globais e também elevariam os preços de varejo cobrados de produtores, enfraquecendo a demanda.

O ministério de fertilizantes da Índia propôs fixar o subsídio do potássio em 7.669 rúpias (114,61 dólares) por tonelada a partir do ano fiscal 2017/18 que começa em abril, abaixo das 9.280 rúpias por tonelada nesta safra, disse uma autoridade do governo.

Se a Índia importar 4 milhões de toneladas de potássio em 2017/18, o corte no subsídio economizaria quase 100 milhões de dólares.

Um porta-voz do Ministério de Químicos e Fertilizantes não quis comentar as mudanças propostas.

(Por Rajendra Jadhav)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos