Lenovo quer voltar a ter lucro na divisão móvel até o final do ano

HONG KONG (Reuters) - A divisão móvel do grupo Lenovo está "no caminho" para voltar a ter lucro em dezembro, ajudada pelo forte crescimento nos mercados externos, disse o presidente da empresa, Yang Yuanqing, na quinta-feira, após a companhia divulgar uma queda de 67 por cento no lucro trimestral.

O executivo também descartou a possibilidade de vender a divisão para se concentrar no mercado de computadores pessoais (PC), onde a Lenovo é a maior fabricante mundial por remessas, como amplamente proposto por analistas e observadores da empresa.

"Não, esse não é o meu plano", disse Yang em uma entrevista. "(A divisão) Móvel também deve ser nosso negócio principal."

O mercado de smartphones mudou acentuadamente que a Lenovo gastou 2,91 bilhões de dólares para comprar o deficitário negócio de telefones celulares Motorola em 2014. Desde então, o crescimento de remessas globais desacelerou, enquanto na China, o maior mercado da Lenovo, novatas como a Oppo e a Huawei Technologies Co Ltd ganharam proeminência.

A divisão móvel representou cerca de 18 por cento da receita da Lenovo e no último trimestre de 2016 registrou prejuízo operacional de 112 milhões de dólares - aproximadamente o mesmo que no trimestre anterior.

"Não posso dizer que estou 100 por cento satisfeito (com a integração da Motorola) ... mas está dentro das minhas expectativas", disse Yang.

Mas ele disse estar confiante em uma recuperação na segunda metade do ano fiscal que se inicia em abril, uma vez que os embarques de celulares subiram 7 por cento no trimestre de outubro a dezembro ante os três meses anteriores. O crescimento ocorreu apesar da divisão móvel ter sido a mais duramente afetada por uma escassez de componentes, como chips de memória, que atingiu toda a indústria.

No geral, as restrições no abastecimento de componentes e um ambiente macroeconômico "desafiador" no último trimestre de 2016 levaram o lucro líquido a cair 67 por cento, a 98 milhões de dólares, com a receita recuando 6 por cento, a 12,2 bilhões de dólares.

A média de estimativas de 14 analistas em uma pesquisa da Thomson Reuters apontava lucro de 159,53 milhões de dólares.

(Reportagem de Sijia Jiang)

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