Malásia prende terceiro suspeito por ligação com assassinato de Kim Jong Nam

Por Joseph Sipalan e Liz Lee

KUALA LUMPUR (Reuters) - A polícia da Malásia fez uma terceira prisão em sua busca pelas pessoas envolvidas no assassinato do meio irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, nesta quinta-feira.

O terceiro suspeito, cuja nacionalidade não foi revelada, era íntimo de uma mulher indonésia que foi detida mais cedo por sua ligação com a morte de Kim Jong Nam no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur na segunda-feira, informou a polícia.

"Ele foi detido para facilitar as investigações, já que é namorado da segunda suspeita", disse Abu Samah Mat, chefe de polícia do Estado de Selangor, à Reuters.

A indonésia foi colocada sob custódia por sete dias, assim como outra mulher que portava um documento de viagem do Vietnã e que foi pega tentando deixar o país pelo terminal de embarque de voos baratos do aeroporto da capital malaia na quarta-feira, relatou a agência estatal de notícias Bernama.

Kim Jong Nam, de 46 anos, foi atacado no mesmo aeroporto na segunda-feira com o que se acredita ser um veneno de ação rápida quando estava prestes a embarcar em um voo para Macau.

Ele pediu ajuda, desmaiou e morreu a caminho do hospital.

Mais cedo, parlamentares da Coreia do Sul citaram a agência de espionagem do país, que suspeita que duas agentes norte-coreanas mataram Jong Nam, e fontes do governo dos Estados Unidos também disseram acreditar que assassinos da Coreia do Norte foram os responsáveis.

Kim Jong Nam havia se pronunciado publicamente contra o comando dinástico de sua família sobre o país detentor de armas nucleares, e também manifestou temor por sua segurança.

A agência de inteligência sul-coreana disse a parlamentares de Seul que o jovem e imprevisível líder norte-coreano emitiu uma "ordem permanente" para o assassinato de seu meio irmão e que houve uma tentativa fracassada de matá-lo em 2012.

Agentes norte-coreanos já mataram rivais no exterior anteriormente.

A indonésia estava sozinha ao ser presa, disse a polícia. Seu passaporte trazia o nome Siti Aishah, a data de nascimento de 11 de fevereiro de 1992 e o local de nascimento como Serang, Indonésia. O Ministério das Relações Exteriores indonésio disse ter solicitado acesso consular à detida.

A primeira suspeita presa tinha documentos de viagem em nome de Doan Thi Huong, data de nascimento de maio de 1988 e o local de nascimento como Nam Dinh, no Vietnã.

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