Safra maior na Argentina provoca congestionamento e encalhe de navios no rio Paraná

ROSÁRIO (Reuters) - Quando um barco que carregava óleo de soja destinado para a Índia encalhou no rio Paraná próximo a Buenos Aires no fim de janeiro, navios carregados com a maior parte das exportações de grãos da Argentina ficaram bloqueados por horas.

Foi o mais recente acidente em uma das maiores vias de escoamento de grãos do mundo, que está se esforçando para transportar crescentes volumes de produtos agrícolas argentinos que embarcam para a primeira parte da viagem, que vai dos campos dos Pampas para virar ração para gado, suínos e frangos do mundo todo.

O crescente congestionamento no rio Paraná, por onde passam 80 por cento das exportações de grãos da Argentina, pode comprometer os esforços do presidente Mauricio Macri para expandir a produção agrícola e tirar o país da recessão.

Macri quer que a Argentina cultive 25 por cento mais grãos para impulsionar a receita agrícola e retirou impostos de exportação para atrair mais investimento ao setor. Mas para trazer todo esse grão ao mercado, Macri precisa que os bloqueios no rio acabem.

O governo ainda está estudando como acomodar a crescente frota que navega a via sem elevar os custos de embarque — o que poderia anular os benefícios do corte da taxa de importação para produtores e negócios agrícolas.

"O sistema inteiro do rio está no seu limite atual", disse Koen Robijns, gerente de operações para a Argentina da Jan De Nul, a empresa privada sediada em Luxemburgo que opera o rio Paraná e é responsável pela dragagem.

(Por Hugh Bronstein; reportagem adicional de Caroline Stauffer)

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