México encontra 220 corpos em covas clandestinas depois de seis meses de busca

Na Cidade do México

  • Henry Romero/Reuters

    Manifestante com o número 43 e a pergunta "onde estão?" pintandos no rosto participa de marcha pelo 28º mês de desaparecimento de 43 estudantes no Estado de Guerrero, na Cidade do México

    Manifestante com o número 43 e a pergunta "onde estão?" pintandos no rosto participa de marcha pelo 28º mês de desaparecimento de 43 estudantes no Estado de Guerrero, na Cidade do México

Duzentos e vinte corpos foram encontrados em covas clandestinas desde que foram iniciados os trabalhos de busca há mais de seis meses no Estado de Veracruz, no sudeste do México, disseram governo e ativistas nesta sexta-feira (17).

De acordo com integrantes da organização Solecito, que participa com o governo da busca, é possível que haja cerca de 250 corpos ao todo, pois, de 116 covas encontradas, restam 16 para serem escavadas em Colinas de Santa Fé, no Porto de Veracruz.

"Até o momento, desde que começamos com os trabalhos em 3 de agosto, foram localizados 220 corpos em cerca de cem covas", afirmou à Reuters Lucia Díaz, da organização Solecito, de familiares de pessoas desaparecidas.

Uma fonte do governo confirmou o número para a Reuters.

"Nem todos (os corpos) estão nas mesmas condições. Alguns estão totalmente esqueletizados, e outros parecem mais recentes", acrescentou.

Solecito surgiu como parte do movimento "Os outros desaparecidos", pouco depois que 43 estudantes foram sequestrados em setembro de 2014 por policiais ligados a criminosos no Estado de Guerrero, também no sudeste mexicano.

Até o momento, só se identificou restos de um dos estudantes.

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