Secretário da Defesa de Trump diz que EUA não estão no Iraque pelo petróleo

Por Phil Stewart

BAGDÁ (Reuters) - Os militares dos Estados Unidos não estão no Iraque "para tomar o petróleo de ninguém", disse o secretário da Defesa dos EUA, Jim Mattis, distanciando-se de comentários do presidente norte-americano, Donald Trump, antes de chegar a Bagdá para uma visita inesperada nesta segunda-feira.

Mattis, que faz sua primeira visita ao Iraque como chefe do Pentágono, espera fazer uma avaliação em primeira mão do esforço de guerra no momento em que forças iraquianas apoiadas por seu país iniciam uma nova ofensiva para expulsar militantes do Estado Islâmico de seu último bastião na cidade de Mosul.

É provável que ele enfrente questionamentos sobre os comentários e as ações de Trump, entre eles ter proibido viagens de iraquianos aos EUA temporariamente e ter dito que os Estados Unidos deveriam ter tomado o petróleo do Iraque depois de depor Saddam Hussein em 2003.

Em um discurso que fez em janeiro a funcionários da Agência Nacional de Inteligência norte-americana (CIA, na sigla em inglês), Trump disse: "Deveríamos ter ficado com o petróleo. Mas tudo bem. Talvez vocês tenham outra chance".

Mattis, porém, descartou explicitamente tal intenção: "Não estamos no Iraque para tomar o petróleo de ninguém", afirmou aos repórteres que viajavam em sua comitiva.

Suas colocações são o exemplo mais recente das diferenças de políticas entre ele e seu chefe. Trump reconheceu que Mattis não concordou com ele no tocante à utilidade da tortura como técnica de interrogatório mas, sinalizando a influência de Mattis, disse que irá deixar a questão a cargo de seu secretário da Defesa.

Mattis também expressou uma visão menos simpática da Rússia e de seu presidente, Vladimir Putin, do que Trump, dizendo que Moscou tenta romper a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No domingo, ele divergiu de Trump quando este rotulou a mídia como "inimiga do povo americano", dizendo que não tem problemas com a imprensa.

General aposentado da Marinha que comandou soldados dos EUA no Iraque, Mattis também pleiteou que iraquianos que serviram as Forças Armadas de seu país fossem excluídos do decreto anti-imigração de Trump, inclusive tradutores. Ele ainda disse não ter visto o novo decreto que Washington está estudando.

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