Twitter usa algoritmos para reprimir conteúdo abusivo

WASHINGTON (Reuters) - O Twitter lançou nesta na quarta-feira um esforço mais amplo para usar algoritmos para identificar as contas como potencialmente envolvidas em comportamento abusivo, uma mudança de sua prática de confiar nos usuários para relatar contas que devem ser revistas por possíveis violação das suas regras.

O Twitter e rivais como o Facebook têm confiado durante muito tempo em relatórios dos usuários de potencial abuso para revisão, às vezes para o desgosto de grupos que os acusavam de fazer muito pouco para impedir discurso de ódio ou assédio. O Twitter, que já usa tecnologia para tentar limitar algumas comunicações, ainda revisará os relatórios dos usuários sobre possíveis abusos.

O Twitter disse que vai limitar a funcionalidade de contas marcadas por sua tecnologia como abusiva por um período de tempo não especificado, uma restrição que poderia incluir permitir que apenas os seguidores vejam os tweets desse usuário. Atualmente, as contas são excluídas ou suspensas quando marcadas como abusivas.

"Pretendemos agir apenas em contas nas quais estamos confiantes, com base em nossos algoritmos, de que seu comportamento é abusivo", disse o vice-presidente de engenharia, Ed Ho, em um post no blog. "Como essas ferramentas são novas, às vezes cometeremos erros, mas sabemos que estamos trabalhando ativamente para melhorar...todos os dias".

O Twitter também está adotando novas opções de filtragem para notificações para permitir que os usuários limitem o que veem de certos tipos de contas, como aquelas que não têm uma foto de perfil, e disse que alertaria os usuários quando recebessem relatórios de abuso e informaria se novas ações contra certas contas ocorressem.

As atualizações anunciadas nesta quarta-feira são as últimas de uma série de mudanças que o Twitter implementou nos últimos meses para combater o abuso. No início de fevereiro, a empresa de mídia social disse que tornaria mais difícil para os usuários abusivos criar novas contas, lançando uma função de "busca segura", entre outras.

O Twitter, o Facebook e outras empresas de internet enfrentaram crescentes queixas nos últimos anos sobre como monitoram e controlam seu conteúdo, enquanto usuários e governos intensificaram a pressão no Vale do Silício para evitar propaganda extremista violenta, limitar o assédio e o bullying e limitar notícias falsas.

(Reportagem de Dustin Volz)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos