China abre um pouco mais mercado de títulos, mas preocupações permanecem

Por Umesh Desai e Winni Zhou

HONG KONG/XANGAI (Reuters) - A ação da China para abrir seu mercado de derivativos a investidores estrangeiros pode ajudar a conter a saída de capital, mas procupações com o controle estão mantendo investidores cautelosos.

As autoridades redobraram os esforços para atrair investidores estrangeiros e aumentar o fluxo de entrada no mercado de títulos após o relaxamento das regras sobre o investimento estrangeiro.

Tais medidas podem potencialmente ajudar a China a conseguir a inclusão em índices globais de títulos, mas investidores dizem que a acessibilidade ao mercado e procupações com a estabilidade do iuan podem impedir o fluxo de entrada.

"Não gostamos do aspecto de falta de clareza sobre o potencial para tirar o capital de novo do país", disse Maurice Meijers, presidente executivo da Robeco, uma empresa de gerenciamento de ativos na Holada.

"Parece ser o momento errado para se envolver. A menos que esse mercado realmente comece a se tornar parte dos índices referenciais, continuará assim por algum tempo e não vejo grandes investidores entrando."

As apostas são grandes. O Standard Chartered estimou que o valor de títulos internos pode subir para 82 trilhões de iuanes (11,93 trilhões de dólares) até o final deste ano contra 64,3 trilhões no fim de 2016.

Mas o investimento estrangeiro tem sido baixo. Até o final do ano passado, estrangeiros detiam apenas 870 bilhões de iuanes em títulos no mercado chinês, um aumento de 83,4 bilhões de iuanes sobre o ano anterior, informou a Administração Estatal de Câmbio.

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