Irlanda do Norte tenta formar governo de coalizão após eleição que mudou cenário político

DUBLIN (Reuters) - Líderes norte-irlandeses se preparavam neste sábado para semanas de intensas negociações que tentarão salvar o governo autônomo após uma eleição que pode ter implicações dramáticas para a política e o status constitucional da província britânica.

    O Partido Democrático Unionista, que é pró-Reino Unido, permaneceu com o status de maior legenda mas por uma margem mínima após a mais acirrada eleição para a assembleia nacional. Os nacionalistas irlandeses do Sinn Fein ficaram com apenas uma cadeira a menos que o necessário para impedir a maioria unionista pela primeira vez desde a separação da Irlanda, em 1921.

    Grandes diferenças políticas entre os lados devem paralisar o governo e dividir comunidades em um momento em que o Reino Unido se prepara para deixar a União Europeia. A Irlanda do Norte, região mais pobre do Reino Unido e que faz a única fronteira britânica por terra com a UE, por meio da Irlanda, é considerada muito prejudicada economicamente pelo Brexit.

    Os dois maiores partidos terão três semanas para formar um novo governo de coalizão e evitar devolver o poder a Londres pela primeira vez desde 2007.

    Com os laços entre as siglas em seu pior momento em dez anos e o Sinn Fein insistindo na renúncia de Arlene Foster como líder da legenda rival para integrar o governo, poucos analistas esperam um acordo nesse período de tempo.

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