Ligação de Trump interrompe interrogatório de Netanyahu à polícia de Israel

Por Luke Baker

JERUSALÉM (Reuters) - Um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interrompeu uma sessão do inquérito policial envolvendo o primeiro-mininstro de Israel, Benjamin Netanyahu, que nesta segunda-feira era interrogado pela quarta vez por conta de suspeitas de corrupção.

Não muito depois de se sentar com os investigadores na sua casa em Jerusalém, disse um assessor, Netanyahu se desculpou e foi falar com Trump.

"Os dois líderes falaram longamente sobre os perigos representados pelo acordo nuclear com o Irã e a necessidade de trabalharem juntos para conter esses perigos”, disse o gabinete do premiê num comunicado divulgado pouco antes de os detalhes da investigação policial abrirem os noticiários de horário nobre.

Netanyahu, 67 anos, é suspeito em dois casos, um envolvendo presentes de um empresário, e outro relacionado a conversas que ele teve com o responsável por um jornal israelense sobre limitar a competição na imprensa em troca de cobertura mais positiva.

Não há indiciamentos contra Netanyahu, que está no poder desde 2009 e nega irregularidades.

A polícia vai decidir se desiste do caso ou se recomenda que o procurador-geral entre com acusações.

Em meio a especulações, políticos começaram a se movimentar, acreditando que as eleições podem ser antecipadas se Netaniahu for indiciado.

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