Republicanos defendem plano para saúde após relatório crítico nos EUA

Por Susan Heavey e Susan Cornwell

WASHINGTON (Reuters) - Republicanos defenderam nesta terça-feira o seu plano para desmantelar o programa de saúde Obamacare, depois de um relatório de pesquisa independente ter mostrado que 14 milhões de norte-americanos perderiam o seguro médico até o ano que vem por conta da proposta, ao mesmo tempo que ela reduz o déficit orçamentário.

O relatório do Escritório de Orçamento do Congresso norte-americano previu na segunda-feira que até 2026 o número de pessoas sem seguro saúde aumentaria em 24 milhões se a legislação da Câmara dos Deputados para substituir a Lei de Saúde Acessível de 2010 for adotada.

As conclusões estão tornando difícil para os republicanos a defesa da proposta deles, a sua primeira importante legislação sob o governo do presidente Donald Trump, no Congresso, especialmente no Senado.

O governo Trump defendeu a reforma proposta na assistência médica, dizendo que ela vai oferecer aos consumidores mais opções do que o Obamacare, um dos programas de política interna que virou marca do governo do ex-presidente do Partido Democrata Barack Obama.

Parlamentares republicanos prometem há anos anular o Obamacare, que ampliou o seguro saúde para cerca de 20 milhões de norte-americanos.

Contudo, os seus novos esforços enfrentam a oposição de uma série de republicanos, de conservadores que acham eles não vão longe o suficiente, até moderados preocupados com o impacto na cobertura de saúde e nos custos.

Médicos, hospitais e outros fornecedores de serviços de saúde, além de grupos de defesa de pacientes, insistem para que os parlamentares abandonem o plano.

O republicano Orrin Hatch, presidente do Comitê de Finanças do Senado, afirmou não achar que o relatório do Escritório de Orçamento representava o fim da proposta. “Não importa o que você faça, vai haver diferenças como essas. Para ser sincero com você, eu não acho que eles realmente olharam todos os aspectos”, declarou ele.

Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, afirmou que o principal papel do Escritório de Orçamento do Congresso não era avaliar cobertura de assistência médica.

"Quando você presta atenção, o Escritório de Orçamento do Congresso está lá para medir o impacto em potencial de programas no orçamento federal. As suas tentativas de estimar cobertura têm sido historicamente falhas”, afirmou ele à imprensa.

Democratas dizem que o plano republicano pode afetar os idosos, pobres e famílias de trabalhadores, ao mesmo tempo que corta impostos dos ricos. Chuck Schumer, líder da minoria no Senado, disse que a proposta era um “desastre”.

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