Trump mantém alegação de que Obama o grampeou, diz Casa Branca

Por Ayesha Rascoe e Doina Chiacu

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém sua acusação de que o governo Obama grampeou seus telefones durante a campanha presidencial de 2016, disse a Casa Branca nesta quinta-feira, apesar de três importantes parlamentares rejeitarem a alegação de Trump.

Os líderes dos partidos Republicano e Democrata do Comitê de Inteligência do Senado disseram na quinta-feira em comunicado que não viram evidências de vigilância na Trump Tower, em Nova York, como o presidente afirmou no início do mês.

"Com base na informação disponível para nós, não vimos indicações de que a Trump Tower tenha sido alvo de vigilância por nenhum elemento do governo dos Estados Unidos nem antes nem depois das eleições de 2016”, disseram o senador republicano Richard Burr, presidente da comissão, e o senador democrata Mark Warner, vice-presidente do comitê, em comunicado.

O republicano Trump fez a acusação numa série de tuítes no início da manhã de 4 de março, seis semanas depois de substituir o democrata Barack Obama na Presidência e em meio a crescentes questionamentos sobre os laços da sua campanha com a Rússia.

O principal líder republicano no Congresso, o presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, se somou nesta quinta-feira aos que rejeitam a afirmação de Trump.

"A questão é que os comitês de inteligência, nas suas investigações continuadas, amplas e em andamento sobre todas as coisas relacionadas à Rússia, concluíram, pelo menos por ora, com respeito à nossa comunidade de inteligência, que nenhum grampo assim existiu”, declarou Ryan à imprensa.

Mas o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, defendeu com firmeza a alegação de Trump durante um briefing, citando reportagens da mídia que discutiram a coleta de dados de inteligência sobre possíveis contatos entre aliados de Trump e a Rússia na campanha.

"Não há dúvida de que existiram técnicas de vigilância utilizadas em toda (campanha)", disse Spicer.

Quando pressionado por mais provas, Spicer criticou a mídia por concentrar tanta atenção em comentários depreciando a afirmação de Trump sobre a vigilância. Ele afirmou que os repórteres não se concentraram o suficiente em comentários de autoridades negando qualquer aliança entre a Rússia e a campanha de Trump.

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