Pentágono nega ataque a mesquita na Síria, diz que matou militantes da Al Qaeda

WASHINGTON (Reuters) - O Pentágono negou nesta sexta-feira acusações de um grupo rebelde sírio de que os Estados Unidos atacaram uma mesquita na Síria e, em uma medida rara, divulgaram uma imagem aérea para demonstrar que a mesquita estava intacta e que o prédio destruído estava na realidade do outro lado da rua.

O capitão Jeff Davis, porta-voz do Pentágono, disse em entrevista coletiva que acredita que dezenas de combatentes da Al Qaeda foram mortos no ataque de quinta-feira, realizado por aeronaves tripuladas e não tripuladas dos EUA contra um ponto de encontro da Al Qaeda no vilarejo de Al-Jina, em Aleppo.

Davis disse que as Forças Armadas dos EUA ainda não viram nenhuma alegação crível sobre mortes de civis, inclusive nas redes sociais.

"Nós atingimos um encontro de importantes terroristas da Al Qaeda, alguns deles provavelmente indivíduos de alto valor, estamos nesse momento avaliando isso", disse Davis.

O Ahrar al-Sham, um importante grupo rebelde sírio, disse nesta sexta-feira que a coalizão liderada pelos EUA que combate o Estado Islâmico foi responsável por um ataque a uma mesquita próxima da cidade de Aleppo, que um grupo de monitoramento disse ter matado dezenas de pessoas.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, caças alvejaram os arredores da mesquita do vilarejo de Al-Jina, perto de Atarib, na parte ocidental da província de Aleppo e a alguns quilômetros da província de Idlib, e mataram ao menos 46 pessoas, na maioria civis.

(Reportagem de Idrees Ali e Phil Stewart)

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