Investigadores do México descobrem mais 47 crânios em covas coletivas do narcotráfico

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Investigadores desenterraram os crânios de 47 supostas vítimas da guerra das drogas no Estado mexicano de Veracruz, poucos dias depois de descobrirem 250 caveiras em uma outra cova coletiva usada por cartéis do tráfico, informou o procuradoria-geral estadual no domingo.

Veracruz, no litoral do Golfo do México, há tempos é um território de atuação de gangues criminosas que disputam o lucro das drogas e as rotas ilegais de migração para os Estados Unidos.

Dando detalhes sobre a recente descoberta escabrosa, Jorge Winckler disse que os crânios e os restos de várias partes de corpos foram retirados de oito túmulos sem identificação, reunidos em uma área de 120 metros quadrados a cerca de 10 quilômetros da cidade de Alvarado.

Até agora, disse Winckler, os investigadores identificaram positivamente uma família de três pessoas, desaparecida desde setembro de 2016, e os restos mortais de dois homens.

"O trabalho continua", disse Winckler em uma coletiva de imprensa, encontrar os responsáveis.

Poucos dias antes, investigadores recuperaram mais de 250 crânios em outro túmulos sem identificação 60 quilômetros mais ao norte de Veracruz.

O local foi descoberto por familiares de pessoas desaparecidas, impacientes com a reação apática das autoridades, que iniciaram sua própria busca.

Os grupos de parentes expuseram o progresso lento do governo para se ocupar dos abusos de direitos humanos e das vítimas. O ex-governador de Veracruz, Javier Duarte, que pertence ao partido que governa o país, é um fugitivo acusado de envolvimento com o crime organizado.

(Por Edgar Garrido)

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