Oposição realiza protestos na Venezuela; OEA adia debate sobre crise

Por Carlos Rawlins e Lesley Wroughton

CARACAS/WASHINGTON (Reuters) - A oposição da Venezuela buscou manter pressão sobre o presidente Nicolás Maduro com protestos espalhados pelo país nesta segunda-feira, mas houve alívio para o governo socialista quando a Organização dos Estados Americanos (OEA) adiou um debate sobre a crise.

Um grupo de manifestantes tentou bloquear uma importante via de Caracas e outro colocou uma pilha de palha na frente de escritórios judiciais em protesto à controversa decisão do Judiciário de assumir as responsabilidades do Congresso, liderado pela oposição, na semana passada.

    Embora o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela tenha voltado atrás nesta decisão, condenada mundialmente e que gerou tumultos, a oposição está pressionando para remover os juízes responsáveis.

    Um parlamentar da oposição, Juan Requesens, do partido Primeira Justiça e que muitas vezes está à frente de protestos, sofreu um corte na cabeça após ser atingido por uma pedra durante tumulto do lado de fora do escritório do ouvidor público, disseram testemunhas.

    Manifestantes levaram galinhas vivas ao local para simbolizar covardia, mas foram confrontados por apoiadores do governo.

    O debate da OEA sobre a Venezuela foi marcado no fim de semana com 20 países preocupados sobre a erosão democrática no país sob Maduro, que sucedeu Hugo Chávez em 2013.

    Um porta-voz disse inicialmente que o debate fora cancelado, mas então o bloco de 34 países começou uma sessão à tarde para discutir se o debate sobre a Venezuela deve ou não prosseguir.

    A suspensão inicial, em um momento em que a Bolívia, aliada de Maduro, assume a Presidência do bloco, foi uma “vitória para a Venezuela”, disse um diplomata latino-americano à Reuters.

    Mas alguns membros ficaram irritados. O ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, culpou a Bolívia pelo atraso “unilateral” e “arbitrário” do debate sobre a Venezuela.

    A oposição da Venezuela quer adiantar a próxima eleição presidencial, prevista para o final de 2018, para tentar acabar com o governo de Maduro, que dizem ter se tornado uma ditadura.

    Maduro acusa um golpe liderado pelos Estados Unidos contra o seu governo.

(Reportagem adicional de Girish Gupta e Andrew Cawthorne, em Caracas; Alexandra Ulmer, em, Quito; Michael O'Boyle, na Cidade do México)

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