Homens participam cada vez mais da criação dos filhos, diz estudo global

Por Lin Taylor

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - A maioria das pessoas de países emergentes e economias desenvolvidas acredita que atualmente os homens estão mais envolvidos do que nunca na criação dos filhos, e muitas dizem que o papel das mulheres não deveria se limitar ao lar, indicou um estudo global divulgado nesta terça-feira.

Quase 70 por cento das pessoas creem que os homens têm "uma responsabilidade maior pela casa e pelo cuidado com os filhos" do que jamais tiveram, segundo um levantamento com 18.180 adultos de 22 países, entre eles Índia, Estados Unidos, Indonésia, Rússia, África do Sul, Turquia, México e Reino Unido.

Entrevistados de Índia, Argentina e Indonésia foram os mais inclinados a dizer que os homens agora têm mais tarefas na criação dos filhos, e os russos se mostraram os menos propensos a concordar.

A pesquisa online também descobriu que 37 por cento das pessoas acreditam que o papel das mulheres é ser "boas mães e esposas".

Os três países onde a maioria dos entrevistados concordou que o lugar das mulheres é em casa foram Indonésia (76 por cento), Rússia (69 por cento) e Índia (64 por cento).

"O mundo continua dividido sobre o papel das mulheres, mas a maioria não acha que elas deveriam ficar em casa e ter filhos", disse Claire Emes, diretora sênior do instituto Ipsos MORI, em um comunicado.

Equilibrar o trabalho e a família é o maior desafio impedindo a participação feminina na força de trabalho em economias desenvolvidas e emergentes, informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em um estudo recente.

No mundo todo, 70 por cento das mulheres e dois terços dos homens prefeririam que as primeiras tivessem empregos remunerados, revelou o estudo.

Um estudo do Fórum Econômico Mundial do ano passado mostrou que os esforços para diminuir as diferenças de gênero na participação na força de trabalho e no pagamento desaceleraram tão dramaticamente no último ano que homens e mulheres podem não atingir a igualdade econômica durante outros 170 anos.

As mulheres recebem em médio 77 por cento do que os homens ganham, de acordo com dados da OIT.

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