Síria vai cumprir plano de zonas seguras se rebeldes seguirem termos, diz chanceler

BEIRUTE (Reuters) - O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, disse nesta segunda-feira que o governo sírio vai cumprir os termos do plano russo para zonas seguras na Síria desde que os rebeldes também obedeçam as normas.

Falando em uma coletiva de imprensa televisionada, Moualem disse que os rebeldes envolvidos no processo devem ajudar a limpar as áreas que controlam de facções jihadistas, incluindo a antiga Frente Nusra, e que os responsáveis pelo acordo devem ajudá-los a fazer isso.

O acordo para as zonas seguras foi fechado pela Rússia, com apoio da Turquia e do Irã, durante negociações de cessar-fogo na capital do Cazaquistão, Astana, na última semana, e entrou em vigor à meia-noite de sexta-feira (horário local), mas alguns conflitos continuaram nas áreas.

Moualem disse que um processo separado de negociações de paz sob os auspícios da ONU em Genebra não está progredindo. Acordos locais de "reconciliação" que o governo está buscando com rebeldes são uma alternativa para o processo, disse o ministro.

Ele acrescentou que não haverá nenhum papel para a ONU ou qualquer outra "força internacional" nas áreas seguras, mas afirmou, sem dar mais detalhes, que a Rússia disse que forças militares teriam um papel de observador na região.

Um porta-voz do enviado especial do secretário-geral da ONU na Síria, Staffan de Mistura, se negou a comentar as observações.

(Reportagem de Angus McDowall, Ellen Francis, Tom Perry e Laila Bassam; Reportagem adicional de Tom Miles em Genebra)

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