Após vitória de Macron, partidos tradicionais da França sofrem para eleição parlamentar

Por Simon Carraud

PARIS (Reuters) - O Partido Socialista e outras forças de esquerda da França racharam nesta quarta-feira, à medida que a vitória presidencial do político de centro Emmanuel Macron desencadeou disputas de poder entre moderados e radicais antes das eleições parlamentares de junho.

Benoît Hamon, candidato derrotado dos socialistas na disputa pela Presidência, disse que irá criar um novo movimento político depois que várias de suas principais plataformas de campanha foram abandonadas por seu próprio partido.

Representante da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, também batido na corrida presidencial, criticou seus antigos aliados do Partido Comunista e prometeu fazer campanha sem eles para pleitear assentos na Assembleia Nacional, de 577 vagas.

As eleições legislativas de 11 e 18 de junho irão determinar se o novo partido criado por Macron, que vai tomar posse no domingo, irá conquistar cadeiras suficientes para que ele governe com maioria parlamentar pelos próximos cinco anos.

Com um ano de existência, a legenda de Macron, República em Marcha, não tem nenhuma vaga no atual Parlamento, mas espera obter uma maioria que permita ao novo presidente implantar reformas econômicas e ressuscitar uma economia afetada pelo alto desemprego e por um crescimento vagaroso.

Os socialistas, cujo período no governo chega ao fim com a saída do presidente François Hollande, disputaram o poder com a centro-direita ao longo do último meio século.

O principal partido de centro-direita, Os Republicanos, também está lutando para se encontrar no novo panorama político e irá tentar preservar seu papel de destaque.

François Baroin, chefe da equipe dos Republicanos para a eleição parlamentar, disse na terça-feira que sua sigla irá descartar propostas-chave que seu presidenciável fracassado, François Fillon, defendeu.

Ainda nesta quarta-feira o partido deve elaborar o que Baroin descreveu como um programa reformulado para a eleição à Assembleia Nacional.

Dos dois lados do espectro político tradicional, por ora os sinais indicam que os grandes partidos que dominaram durante um longo tempo terão dificuldade para se impor diante de Macron na câmara baixa do Parlamento sem perder muitos de seus apoiadores devido à deserção para o campo do novo presidente.

Nesta quarta-feira o República em Frente! mostrou quem manda ao dizer que mesmo políticos de alto escalão de partidos estabelecidos não têm vaga garantida em sua lista de concorrentes à votação parlamentar.

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