Presidente eleito do Equador pede ao Peru que expulse equatoriano acusado de corrupção

LIMA (Reuters) - O presidente eleito do Equador, Lenín Moreno, disse nesta terça-feira que pediu ao presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, que expulse um cidadão equatoriano vinculado a um caso de corrupção na estatal PetroEquador.

Na segunda-feira, uma unidade da Interpol no Peru prendeu Carlos Pareja Cordero, que era alvo de um mandado de prisão internacional por suposta lavagem de dinheiro, em Lima.

"Pedi, em nome do presidente Rafael Correa, a possibilidade de que uma das pessoas envolvidas nos maiores atos de corrupção do Equador e que se encontra presa por haver entrado ilegalmente no Peru com documentos falsos seja expulsa", disse Moreno em um pronunciamento à imprensa.

As acusações são parte de uma investigação sobre uma rede de corrupção na PetroEquador e transferências de valores consideráveis de funcionários públicos a empresas instaladas em paraísos fiscais.

Moreno, que fez uma visita a Kuczynski no Palácio de Governo de Lima, lembrou que em 2015 o Equador expulsou, a pedido do Peru, Gerald Oropeza, acusado de narcotráfico e lavagem de dinheiro.

"Kuczynski prometeu estudar o assunto, e tomara que tenha um final feliz que nos permita seguir lutando contra esta chaga que assola nossos países", acrescentou o presidente eleito.

Moreno, que assumirá a Presidência do Equador em 24 de maio, e Kuczynski concordaram em fortalecer a relação comercial e a integração das populações dos dois países.

(Por Teresa Céspedes)

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