EUA impõem sanções sobre juízes do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela

Por Patricia Zengerle e Matt Spetalnick

WASHINGTON (Reuters) - O governo Trump impôs sanções contra o juiz-chefe e sete outros membros do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela nesta quinta-feira como punição pela tomada de poderes do Congresso, liderado pela oposição, anteriormente neste ano, disseram autoridades norte-americanas.

O novo pacote de sanções tem objetivo de aumentar pressão sobre apoiadores do governo esquerdista do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em meio a crescente preocupação dos Estados Unidos sobre uma repressão de manifestações em massa nas ruas.

A mais recente onda de manifestações contra o governo na Venezuela, que deixou ao menos 44 mortos nas últimas seis semanas, teve início com o Tribunal Supremo de Justiça, repleto de leais a Maduro, assumindo poderes do Congresso, liderado pela oposição, no final de março.

Houve condenação internacional rápida e ampla da anulação de fato da Assembleia Nacional, que a oposição venceu no final de 2015 durante uma crise econômica e social sem precedentes, que tem feito a popularidade de Maduro cair. A decisão foi parcialmente revertida posteriormente.

“O povo venezuelano está sofrendo por uma economia em colapso devido à má administração e corrupção de seu governo. Membros do Tribunal Supremo de Justiça do país agravaram a situação ao interferirem constantemente com a autoridade do ramo legislativo”, disse o secretário de Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, em comunicado.

“Ao impor estas sanções direcionadas, os Estados Unidos estão apoiando o povo venezuelano e seus esforços em proteger e avançar a governança democrática em seu país.”

Entre os atingidos pelas sanções está Maikel Moreno, aliado de Maduro que se tornou presidente do tribunal de 32 juízes em fevereiro. Todos os alvos tiveram seus bens congelados dentro de jurisdição dos EUA e cidadãos norte-americanos serão barrados de realizar negócios com eles, informou o Departamento do Tesouro.

Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas do país de 30 milhões de habitantes em protestos contra o governo de Maduro, exigindo eleições, liberdade para ativistas presos, ajuda estrangeira e autonomia para o legislativo, liderado pela oposição.

O governo de Maduro acusa rivais de buscarem um golpe violento e diz que muitos dos manifestantes não são mais que “terroristas”.

O Departamento do Tesouro no passado sancionou autoridades e ex-autoridades venezuelanas, acusando-as de tráfico ou corrupção, uma designação que permite que seus bens nos EUA sejam congelados e barra realização de transações financeiras pelos EUA.

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