Mais de 40 imigrantes morrem no Saara após problema em caminhão, diz Cruz Vermelha

NIAMEY (Reuters) - Mais de 40 imigrantes do oeste africano morreram no deserto do Saara nesta semana após o caminhão em que estavam quebrar no árido norte do Níger, informou nesta quarta-feira a Cruz Vermelha à Reuters.

Seis sobreviventes caminharam até uma remota vila onde disseram que 44 pessoas, a maioria de Gana e Nigéria e incluindo três bebês e outras duas crianças, morreram de sede, disse Lawal Taher, chefe do departamento da Cruz Vermelha na região de Bilma.

A Reuters e autoridades do Níger não puderam confirmar imediatamente o número, mas Taher disse que a Cruz Vermelha informou a autoridades e que uma busca pelos corpos estava sendo realizada.

O número de imigrantes que cruzam o Saara tem aumentado nos anos recentes à medida que africanos ocidentais empobrecidos arriscam suas vidas para tentar chegar à Europa.

Em uma das partes mais perigosas da jornada, milhares de imigrantes a cada semana são abarrotados em picapes para o trajeto que dura dias do Níger até a Líbia, muitas vezes com espaço somente para alguns litros de água.

Autoridades e organizações de ajuda conseguem monitorar as milhares de mortes de imigrantes no Mar Mediterrâneo entre a África e Europa, mas é quase impossível saber quantos morreram no vasto Saara, sem controle policial.

No ano passado, um relato da 4mi, uma afiliada do Conselho Dinamarquês para Refugiados, informou que é mais provável que mais imigrantes morram no deserto do que no mar, de acordo com testemunhos de imigrantes.

(Reportagem de Boureima Balima)

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