Protestos contra Maduro aumentam; OEA reúne-se para debater crise na Venezuela

Por Andrew Cawthorne

CARACAS (Reuters) - Forças da segurança da Venezuela usaram canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar dezenas de milhares de manifestantes da oposição que seguiam nesta quarta-feira em direção ao Ministério das Relações Exteriores, enquanto a Organização dos Estados Americanos (OEA) realizava outro encontro para discutir a crise.

Dois meses de protestos contra o governo socialista do presidente Nicolás Maduro têm convulsionado o país membro da Opep, com ao menos 59 pessoas mortas nos embates.

Cidadãos que apoiam a oposição na luta por eleições, liberdade para ativistas presos e ajuda humanitária estrangeira marcharam para a principal rodovia de Caracas na tentativa de chegar à área ministerial.

Mas como acontece quase diariamente com manifestantes que tentam chegar a órgãos do governo, soldados da Guarda Nacional bloquearam o caminho e os afastaram com gás e uso de água.

Jovens mascarados lançaram pedras e coquetéis molotov em retorno.

“É sempre o mesmo. Partimos pacificamente e eles nos atacam. Nós temos que responder, nós somos seres humanos”, disse o estudante de direito Brian Suárez, de 20 anos, carregando um escudo caseiro de madeira.

Com aumento da pressão internacional sobre Maduro, ministros das Relações Exteriores da OEA, bloco de 34 países, estão em Washington para discutir nesta quarta-feira a situação na Venezuela.

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