Snowden errou ao vazar dados secretos mas não é traidor, diz Putin

MOSCOU (Reuters) - O presidente russo, Vladmir Putin, disse acreditar que o ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden errou ao vazar dados secretos de espionagem dos EUA, mas não é traidor.

Snowden, 33, conseguiu asilo na Rússia em 2013 depois de vazar informações confidenciais sobre operações de espionagem dos EUA. Seu advogado disse em janeiro que Snowden tem o direito de permanecer na Rússia até 2020 e solicitar a cidadania russa em 2018.

Putin, ex-oficial da KGB e ex-chefe do serviço de segurança FSB da Rússia, fez o comentário sobre Snowden em uma entrevista com o diretor de cinema norte-americano Oliver Stone, cujos trechos foram lançados antes de sua transmissão pela rede de TV norte-americana Showtime a partir de 12 de junho.

"Snowden não é um traidor", disse Putin. "Ele não traiu os interesses de seu país, nem transferiu nenhuma informação para qualquer outro país que prejudicasse seu próprio povo."

O Presidente russo também criticou a vigilância dos EUA contra seus próprios aliados, como a Alemanha. "Tentar espionar seus aliados, se você realmente os considera aliados e não vassalos, é simplesmente indecente", disse Putin. "Isso mina a confiança e, no fim, prejudica sua própria segurança nacional".

Snowden usou as redes sociais para criticar autoridades russas sobre uma lei que obriga companhias de comunicações a armazenar atividades telefônicas e de Internet por seis meses.

(Por Andrew Osborn)

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