Maioria dos norte-americanos quer ação firme contra mudança climática, diz pesquisa Reuters/Ipsos

Por Chris Kahn

NOVA YORK (Reuters) - A maioria dos norte-americanos acha que os Estados Unidos deveriam adotar uma "ação agressiva" no combate à mudança climática, mas poucos a veem como uma prioridade quando comparada à economia e à segurança, de acordo com pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira.

O levantamento, feito entre 2 e 4 de junho, leva a crer que os eleitores dos EUA podem não punir o presidente Donald Trump muito duramente por tirar o país do Acordo Climático de Paris de 2015, ainda que preferissem que ele o tivesse mantido no pacto.

    A pesquisa revelou que 68 por cento dos norte-americanos querem que os EUA liderem os esforços globais para desacelerar a mudança climática e que 72 por cento concordam "que, dada a quantidade de gases de efeito estufa que produzem, os Estados Unidos deveriam adotar uma ação agressiva para deter o aquecimento global".

Mesmo assim, eles colocam o meio ambiente perto do final de sua lista de prioridades para a nação. Só cerca de 4 por cento dos cidadãos acredita que o "meio ambiente" é um tema mais importante que o sistema de saúde, a economia, o terrorismo, a imigração, a educação, o crime e a moralidade, mostrou a sondagem Reuters/Ipsos.

    "Eu me sinto meio impotente a esse respeito", disse Dana Anderson, de 54 anos, de Mesa, no Arizona, sobre a mudança climática. "Se algo acontecer com o meio ambiente, é o que é, certo?"

    Dana, que tem esclerose múltipla, disse que qualquer coisa que Trump diga sobre o sistema de saúde importará muito mais para ela do que suas considerações sobre as temperatura globais.

    A pesquisa foi realizada depois de Trump anunciar, na quinta-feira, que os EUA irão abandonar o acordo histórico de 195 países para cortar as emissões de carbono e reduzir o aquecimento global. O presidente republicano --que chegou a classificar a mudança climática de "farsa", apesar dos indícios abundantes em contrário-- disse acreditar que o pacto iria prejudicar a economia de seu país sem oferecer benefício tangível.

    A decisão causou revolta e críticas de líderes mundiais e empresariais, muitos dos quais temem que a saída norte-americana coloque o planeta em risco e deixe os EUA para trás na substituição em escala global dos combustíveis fósseis.

    A sondagem mostrou divisão partidária do público norte-americano no tocante ao rompimento com o acordo climático, já que a maioria dos republicanos o apóia e a maioria dos democratas o rejeita. No geral, 38 por cento concordou com a decisão de Trump, 49 por cento discordou e 13 por cento ficou indeciso.

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