Israel e palestinos falham em processar crimes de guerra, diz ONU

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - Nem Israel nem os palestinos foram capazes de levar os perpetradores de supostos crimes de guerra – incluindo assassinatos – à justiça, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) em um relatório publicado nesta segunda-feira.

Compilado pelo escritório do alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Zeid Ra'ad al-Hussein, o documento avalia o cumprimento com 64 relatos e 929 recomendações do Conselho, do secretário-geral da ONU e de investigadores de direitos humanos da ONU referentes ao período 2009-2016.

"O alto comissário observa o fracasso repetido no cumprimento dos pedidos de responsabilização feitos por todo o sistema de direitos humanos e exorta Israel a realizar investigações imediatas, imparciais e independentes sobre as supostas violações da lei internacional de direitos humanos e todas as alegações de crimes internacionais", disse o relatório.

O texto de Zeid também ressaltou "o descumprimento por parte do Estado da Palestina dos pedidos de responsabilização e exorta o Estado da Palestina a realizar investigações imediatas, imparciais e independentes sobre as supostas violações da lei internacional de direitos humanos e todas as alegações de crimes internacionais".

O relatório deve provocar novos debates no Conselho de Direitos Humanos da ONU, onde na semana passada os Estados Unidos disseram estar revisando sua filiação devido ao "viés anti-Israel crônico" da entidade.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, comunicou formalmente que o governo Trump está revendo sua participação e pediu reformas que coloquem Israel "em pé de igualdade".

O relatório disse ter havido "uma ausência geral de responsabilidade de alto nível" em Israel por violações em Gaza. "Só um punhado de condenações, se houve alguma, (foi) emitido por violações menores, como roubo e saque", afirmou.

Autoridades israelenses e palestinas precisam fazer com que as vítimas de violações de seu longo conflito tenham acesso à justiça e a compensações, disse o documento.

Nenhuma das partes reagiu de imediato ao relatório, que deve ser debatido pelo conselho de 47 membros em 19 de junho.

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