Presidente da Turquia diz que isolamento do Catar viola valores islâmicos

ANCARA/DUBAI (Reuters) - O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, denunciou o isolamento do Catar por Estados vizinhos como uma violação dos valores islâmicos e similar a uma “pena de morte” imposta sobre Doha, em uma crise que ecoou pelo Oriente Médio e além.

Os comentários de Erdogan marcam a mais forte intervenção até o momento por um poderoso aliado regional de Doha, oito dias após a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Barein e o Egito cortarem os laços com o Catar e imporem rigorosas sanções econômicas sobre pequeno e rico país do Golfo Pérsico.

O Catar nega as acusações dos países de que apoia militantes islâmicos e o xiita Irã, arqui-inimigo regional das monarquias sunitas do Golfo.

“Um erro grave está sendo cometido no Catar, isolar uma nação em todas as áreas é desumano e contra valores islâmicos. É como se uma decisão de pena de morte tivesse sido tomada para o Catar”, disse Erdogan a membros de seu partido governista, o Partido AK, em Ancara.

“O Catar mostrou a postura mais decisiva contra a organização terrorista Estado Islâmico ao lado da Turquia. Vitimizar o Catar por meio de campanhas difamatórias não serve para nada.”

As medidas contra o Catar, pequeno país exportador de petróleo e gás com população de 2,7 milhões de pessoas, interromperam importações de alimentos e de outros materiais e fizeram com que bancos estrangeiros desacelerassem os negócios.

O Catar, que importava 80 por cento de seus alimentos de vizinhos maiores no Golfo Pérsico antes do fechamento diplomático, tem conversado com o Irã e a Turquia para assegurar comida e água. 

(Por Ercan Gurses e Aziz El Yaakoubi)

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