Senado dos EUA vota por quase unanimidade por sanções contra Rússia

Por Patricia Zengerle

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos votou por quase unanimidade nesta quinta-feira em favor de uma legislação para impor novas sanções contra a Rússia e para forçar o presidente Donald Trump a obter aprovação do Congresso antes de aliviar quaisquer sanções existentes.

Em uma ação que pode complicar o desejo do presidente dos EUA, Donald Trump, de relações mais próximas a Moscou, o Senado apoiou a medida por 98 votos a 2. O senador republicano Rand Paul e o independente Bernie Sanders foram os únicos a votar “não”.

A medida tem por objetivo punir a Rússia por envolvimento na eleição norte-americana de 2016, anexação da região ucraniana da Crimeia e apoio ao governo da Síria na guerra civil de seis anos.

Caso aprovada, a medida coloca em lei sanções previamente estabelecidas por decretos presidenciais do ex-presidente Barack Obama, incluindo algumas sobre projetos russos de energia. A medida permite novas sanções contra mineração, metais, transporte marítimo e ferrovias russas e tem como alvo russos culpados de fazer ataques cibernéticos ou fornecer armas para o governo sírio.

“A legislação envia um sinal muito, muito forte à Rússia, às nefastas atividades em que estiveram envolvidos”, disse o senador Bob Corker, presidente republicano do Comitê de Relações Internacionais do Senado, à medida que parlamentares debatiam a medida.

Caso a medida se torne lei, ela vai complicar as relações com alguns países na Europa. A Alemanha e Áustria disseram que novas medidas punitivas podem expor a multas companhias europeias envolvidas em projetos na Rússia.

A legislação estabelece um processo de revisão que exige que Trump obtenha aprovação do Congresso antes de tomar qualquer ação para aliviar, suspender ou retirar quaisquer sanções sobre a Rússia.

Trump foi particularmente efusivo sobre o presidente russo, Vladimir Putin, durante a campanha eleitoral norte-americana de 2016, embora sua diposição de estreitar os laços com Moscou tenha moderado um pouco, com seu governo na defensiva por conta de investigações sobre suposto envolvimento russo na eleição.

Putin rejeitou as sanções propostas, dizendo que elas refletem uma luta política interna nos EUA, e que a política de Washington de impor sanções sobre Moscou sempre foi para tentar conter a Rússia.

O projeto de lei também inclui novas sanções sobre o Irã por conta de seu programa de mísseis balísticos e outras atividades não relacionadas ao acordo nuclear internacional assinado com os EUA e outras potências mundiais.

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