Pesquisa mostra que europeus veem UE com melhores olhos desde o Brexit

BRUXELAS (Reuters) - Os europeus têm uma opinião muito melhor da União Europeia agora do que um ano atrás, quando o Reino Unido provocou um choque no bloco ao votar pela desfiliação do país, mostrou uma pesquisa.

O apoio à união aumentou em 18 pontos percentuais na Alemanha e na França, que acabou de eleger o político de centro e pró-Europa Emmanuel Macron como presidente, disse o Centro de Pesquisa Pew, sediado em Washington, na quinta-feira.

Mesmo os britânicos têm uma visão muito mais favorável da UE. Hoje, 54 por cento deles veem o bloco positivamente, 10 pontos a mais do que um ano atrás, e 40 por cento têm uma opinião desfavorável. Em junho de 2016, 52 por cento dos britânicos votaram pelo Brexit, cujos termos de separação começam a ser negociados na segunda-feira.

Em nenhum dos outros nove países pesquisados mais de 35 por cento das pessoas querem que seu país siga o exemplo e saia da UE. Destes, italianos e gregos foram os mais reticentes. Apesar do atrito crescente entre seus governos nacionalistas e Bruxelas, poloneses e húngaros ainda estão entre os cidadãos mais convictos do bloco.

"A União Europeia se recuperou dramaticamente de sua queda recente na aprovação pública", escreveram pesquisadores do Pew, observando um "ciclo de altos e baixos ao longo da última década".

Os resultados, que combinam com outra pesquisa, irão animar os líderes da UE que se reúnem em uma cúpula na semana que vem. Alguns temiam que, como o Brexit veio na esteira de crises graves na economia da zona do euro e diante de uma imigração irregular, a sobrevivência da união estivesse em jogo.

A sondagem em 10 dos 28 países-membros --os seis maiores da UE e quatro dos outros oito mais populosos-- não analisou as razões para a mudança de visão, mas também registrou mais aprovação para a maneira como o bloco está lidando com a economia e a imigração, duas áreas nas quais há tempos se demonstra revolta com Bruxelas.

Um acordo da UE com a Turquia um ano atrás conteve as chegadas caóticas de imigrantes e, juntamente com o crescimento da renda, levou a uma melhoria nas opiniões a respeito da economia -- com exceção das endividadas Grécia e Itália, onde a proporção de pessoas que dizem que sua economia está em bom estado caiu 18 pontos e ficou em 15 por cento.

(Por Alastair Macdonald)

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