Confronto em grande manifestação na Venezuela deixa outro jovem morto

CARACAS (Reuters) - Ativistas da oposição venezuelana entraram em confronto com as forças de segurança em Caracas nesta segunda-feira, em uma das maiores manifestações nas últimas semanas, com o objetivo de dissipar dúvidas sobre a resistência do movimento após mais de dois meses de confrontos de rua quase diários.

Um adolescente morreu por ferimento a bala e vários outros ficaram feridos, elevando o número de mortos desde abril para pelo menos 73.

Cerca de 10.000 manifestantes encheram as ruas da cidade. Diante dos canhões de água das forças de segurança e do lançamento de gás lacrimogêneo, os manifestantes jogaram pedras, bombas de gasolina e poderosos fogos de artifício.

"Dia 80 da resistência, e as pessoas não estão cansadas. Hoje, fica claro para quem estava preocupado que a rua ficasse vazia que não é o caso", disse no protesto o parlamentar de oposição Freddy Guevara.

Uma foto da Reuters mostrou um membro da Guarda Nacional apontando o que parecia ser uma pistola para uma multidão de manifestantes. Em um vídeo separado mostrando o que parecia ser a mesma cena, um agente parece estar atirando com uma pistola.

Em aparente referência ao incidente, o ministro do Interior, Nestor Reverol, descreveu um "uso indevido e desproporcional da força", dizendo no Twitter que várias pessoas ficaram feridas e uma morreu. Ele afirmou que os agentes envolvidos estavam sendo investigados, mas também condenou a violência dos manifestantes.

(Por Frank Jack Daniel)

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