Presidente sul-coreano exorta Coreia do Norte a libertar presos rapidamente

Por Ju-min Park e Susan Heavey

SEUL/WASHINGTON (Reuters) - O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse nesta terça-feira que a Coreia do Norte deveria devolver rapidamente os sul-coreanos e norte-americanos detidos pelo regime norte-coreano e que Pyongyang teve uma "grande responsabilidade" na morte de um estudante universitário dos Estados Unidos.

Moon, que deve visitar Washington na semana que vem, também disse em uma entrevista à rede CBS que espera convencer a Coreia do Norte a entrar em negociação sobre seu programa nuclear até o final do ano, e que conversas com os EUA sobre um possível ataque preventivo podem esperar.

Dezenas de lançamentos de mísseis e dois testes de bomba nuclear realizados pelos norte-coreanos desde o início do ano aumentaram as tensões na península coreana. Pyongyang prometeu desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de portar uma ogiva nuclear e atingir o território continental dos EUA.

Os comentários de Moon no programa "This Morning", da CBS, ocorreram um dia depois da morte de Otto Warmbier, estudante norte-americano de 22 anos que ficou preso na Coreia do Norte durante 17 meses. Warmbier morreu em um hospital de Cincinnati dias depois de o regime libertá-lo em estado de coma, segundo a família.

Warmbier foi preso durante uma visita de turismo e acusado de tentar roubar um objeto com um slogan de propaganda, de acordo com a mídia norte-coreana. Os médicos que o trataram na semana passada disseram que ele teve um dano cerebral considerável que o deixou em um estado de "vigília passiva".

Moon disse que, embora "não possamos ter a certeza de que a Coreia do Norte matou o senhor Warmbier... acredito que está bem claro que eles têm uma grande responsabilidade no processo que levou à morte do senhor Warmbier".

"Acredito que agora devemos ter a percepção de que a Coreia do Norte é um regime irracional", afirmou Moon, eleito em maio.

Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo em fevereiro, Han Tae Song, embaixador da Coreia do Norte na ONU em Genebra, se recusou a comentar especificamente sobre o caso de Warmbier, mas disse nesta terça-feira que seu país segue a lei nacional e os padrões internacionais em seu tratamento de detidos.

Também nesta terça-feira a Casa Azul da Presidência da Coreia do Sul citou uma declaração separada de Moon: "É muito deplorável que a Coreia do Norte não respeite os direitos humanos".

Pyongyang deteve dois acadêmicos e um missionário coreano-norte-americanos, um pastor canadense e três cidadãos sul-coreanos que faziam trabalho missionário no país.

O governo de Seul irá fazer todos os esforços pelo retorno dos detidos na Coreia do Norte, disse o porta-voz presidencial, Park Soo-hyun, em um informe.

O presidente dos EUA, Donald Trump, culpou a "brutalidade do regime norte-coreano" pela morte de Warmbier.

No mês passado a Coreia do Norte disse que é seu direito soberano "punir implacavelmente" os cidadãos norte-americanos que deteve por crimes contra o Estado.

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