Ataque em Paris foi obra de jihadista com porte de arma, diz procurador
Por Brian Love
PARIS (Reuters) - Um homem que morreu ao lançar seu carro contra uma van da polícia em Paris nesta semana disse a algumas pessoas que havia se associado a um clube de tiro esportivo para se preparar como combatente jihadista, disse o principal procurador público da França nesta quinta-feira.
O procurador François Molins não explicou como o agressor que identificou como Adam D. conseguiu obter portes de armas e renová-los durante anos, mesmo depois de seu nome ser incluído em uma lista do serviço secreto sobre indivíduos potencialmente radicalizados.
Trata-se de uma pergunta que continua sem resposta enquanto investigadores analisam o mais recente de uma série de ataques de agressores islâmicos que mataram mais de 230 pessoas no país desde o início de 2015.
Molins disse que o autor do ataque realizado na Champs Élysée na segunda-feira parece ter morrido de parada cardíaca e inalação de vapores tóxicos. Imagens de TV mostraram nuvens de fumaça laranja emanando de seu veículo depois de ele atirá-lo contra a van da polícia.
No carro, a polícia encontrou a cópia de uma carta que o agressor havia enviado no mesmo dia a várias pessoas, na qual jurou lealdade ao líder do grupo militante Estado Islâmico e disse que havia se associado a um clube de tiro anos atrás --não pelo esporte, mas para se preparar para combates como jihadista.
Ele tinha uma pistola Sig Sauer presa ao corpo, e o carro continha dois botijões de gás, rifles, facas e milhares de cartuchos de munição.
"A escala do arsenal encontrado no veículo mostra o tamanho do ataque terrorista planejado e o custo humano dramático que poderia ter infligido", disse Molins.
Uma busca feita em sua casa nesta semana revelou um vasto depósito com outras armas e materiais que poderiam ser usados para se fazer uma bomba.
(Reportagem adicional de Sudip Kar-Gupta e Michel Rose)
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