Incêndio em prédio de Londres começou em geladeira, diz polícia

LONDRES (Reuters) - O incêndio que deixou ao menos 79 mortos em um prédio residencial em Londres começou em um freezer de geladeira da marca Hotpoint, e o revestimento externo do edifício não passou pelos testes de segurança feitos após a tragédia, informou a polícia da capital britânica nesta sexta-feira.

A superintendente da polícia Fiona McCormack disse que devido ao grande número de mortos, a polícia está considerando a acusação de homicídio culposo. Ela acrescentou que o modelo de geladeira que deu origem ao incêndio não estava passando por um recall e que a fabricante está realizando testes adicionais.

"Nós agora temos evidências de especialistas de que o incêndio não foi iniciado deliberadamente", disse McCormack a repórteres em Londres.

O Reino Unido ordenou uma avaliação técnica imediata do modelo de geladeira da Hotpoint, produzido entre 2006 e 2009, para definir se ações adicionais precisam ser tomadas, mas afirmou que pessoas que têm o mesmo eletrodoméstico não precisam desligá-lo.

A Whirlpool Corp, a maior produtora de eletrodomésticos do mundo, é dona da marca Hotpoint na Europa e nas regiões da Ásia-Pacífico. Nos Estados Unidos, a marca pertence a Haier, depois que o grupo chinês comprou os negócios de eletrodomésticos da General Electric.

"Nós estamos trabalhando com as autoridades para obter acesso ao eletrodoméstico para que possamos ajudar com a investigação em andamento", disse a Whirlpool em comunicado. "Palavras não podem expressar nossa tristeza com essa terrível tragédia".

A polícia disse também que tanto o isolamento como os azulejos do revestimento do prédio não passaram nos testes de segurança feitos após o incêndio.

"Testes preliminares mostram que amostras do isolamento coletadas do edifício Grenfell entraram em combustão assim que os testes começaram", disse McCormack.

"Devido à morte de tantas pessoas, nós estamos considerando homicídio culposo assim como ofensas criminais e violações de legislação e regulamentações", disse McCormack.

Falando sobre as 79 pessoas mortas ou desaparecidas, presumidas mortas, McCormack disse: "Eu temo que haja mais".

(Reportagem de Michael Holden e Alistair Smout)

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