Republicanos do Senado dos EUA apresentam novo projeto de lei de saúde em meio a divisões

Por Susan Cornwell e Yasmeen Abutaleb

WASHINGTON (Reuters) - Na tentativa de salvar os esforços apoiados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para revogar o Obamacare, líderes republicanos do Senado dos Estados Unidos apresentaram nesta quinta-feira uma proposta de reforma de saúde revisada que permite que as seguradoras vendam planos básicos e preserva impostos essenciais sobre os ricos. 

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, conhecido por ser um estrategista habilidoso, divulgou a legislação atualizada na esperança de unir facções díspares de republicanos e cumprir a missão de sete anos de seu partido de desmantelar a maior conquista legislativa do ex-presidente democrata Barack Obama.

A proposta substitui uma anterior que dividiu profundamente os correligionários de Trump, que controlam o Senado, provocando a oposição tanto de moderados quanto de conservadores linha-dura.

McConnell planeja realizar uma votação sobre o novo projeto de lei na semana que vem.

O plano revisado incluiu a proposta do senador conservador Ted Cruz de permitir que as seguradoras ofereçam planos de saúde mínimos e de custo baixo que não cumprem as regras do Obamacare de cobrir certos benefícios. Entre eles estão serviços de maternidade e pós-parto, serviços de saúde mental e tratamento de vícios, assistência residencial, hospitalização, visitas em pronto-socorros e remédios com receita médica.

Grupos de seguradoras, como a Blue Cross Blue Shield Association, repudiaram os "planos magros", dizendo que eles irão elevar os preços dos planos, desestabilizar o mercado de planos individuais e minar as proteções a doenças pré-existentes.

A Lei de Saúde Acessível, apelidada de Obamacare, expandiu a cobertura de planos de saúde para cerca de 20 milhões de pessoas, em grande parte ampliando o Medicaid, o programa para pessoas de baixa renda.

O projeto de lei irá permitir que as pessoas utilizem suas contas de poupanças de saúde para ajudar a pagar os planos e prevê 70 bilhões de dólares adicionais para auxiliar segurados de baixa renda a cobrirem despesas médicas do próprio bolso. Ele também inclui 45 bilhões de dólares para combater a epidemia de vício em opiáceos que atinge grandes partes da nação.

(Reportagem adicional de Yasmeen Abutaleb, Caroline Humer e Eric Walsh)

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