EUA impõem novas sanções sobre Irã por programa de mísseis balísticos

Por Mohammad Zargham e Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos divulgaram novas sanções econômicas nesta terça-feira sobre o Irã por conta de seu programa de mísseis balísticos e disseram estar profundamente preocupados com as “atividades malignas” de Teerã no Oriente Médio.

As medidas assinalaram que o governo do presidente Donald Trump está buscando colocar mais pressão sobre o Irã, embora deixando em vigor por ora um acordo de 2015 entre Teerã e seis potências mundiais para conter o programa nuclear iraniano, em troca de suspensão de sanções internacionais de petróleo e financeiras.

O governo dos EUA informou ter como alvo 18 entidades e pessoas por apoiarem o que disseram ser “atores iranianos ilícitos ou atividade criminal transnacional”.

Estes sancionados apoiaram forças militares do Irã ou a Guarda Revolucionária Iraniana ao desenvolverem drones e equipamentos militares, produzirem e manterem barcos, e aquisição de componentes eletrônicos, segundo o governo dos EUA. Outros “orquestraram o roubo de programas de software dos EUA e Ocidente” vendidos para o governo do Irã, informou o Departamento do Tesouro.

Na segunda-feira, o governo Trump informou que o Irã estava cumprindo o acordo nuclear, mas alertou que Teerã não está em dia com o espírito do tratado e que Washington buscará maneiras de fortalecê-lo.

Essa foi a segunda vez que Trump confirmou que o Irã está cumprindo o acordo desde que tomou posse em janeiro, apesar de ter descrito o pacto durante a campanha presidencial de 2016 como "o pior acordo de todos os tempos", criticando o então presidente Barack Obama, cujo governo foi responsável pela negociação.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou o anúncio de sanções de Washington como "desprezível e sem valor".

O Irã "retribuirá o movimento ao impor sanções a várias pessoas naturais e jurídicas americanas que tomaram medidas contra o povo iraniano e outras nações muçulmanas da região", afirmou o ministro das Relações Exteriores em comunicado.

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