Republicanos do Senado dos EUA consideram acordo com democratas para reforma da saúde

Por Amanda Becker e Susan Cornwell

WASHINGTON (Reuters) - Com o fracasso do esforço de sete anos para derrubar o Obamacare no Senado dos Estados Unidos, parlamentares republicanos enfrentam a perspectiva de fazer algo impensável até pouco tempo: trabalhar com os democratas para reformular a lei da saúde de 2010 do ex-presidente Barack Obama.

Os avanços bipartidários provavelmente ocorrerão sob a forma de projetos individuais voltados para questões como a estabilização de mercados de seguros de saúde ou a redução de custos de medicamentos com prescrição.

Uma reforma abrangente da saúde, dizem os senadores, é uma ponte muito distante para as duas partes, travadas há anos em uma batalha ideológica sobre essa questão e muitas outras.

Os democratas, claramente satisfeitos com a reviravolta da situação, comemoraram o fracasso dos republicanos em substituir o Obamacare como uma oportunidade de trabalhar em conjunto. Os republicanos admitiram que suas outras opções podem estar esgotadas.

"Este é o nosso momento, estamos aguardando esse momento por meses e meses e, de fato, por anos", disse a senadora democrata Amy Klobuchar, em uma entrevista coletiva na terça-feira.

Os democratas estão unidos na oposição à revogação da Lei de Proteção e Cuidado Acessível ao Paciente, popularmente conhecida como Obamacare, que impulsionou o número de norte-americanos com seguro de saúde através de planos para indivíduos e empregadores e subsídios baseados em renda.

O senador republicano John Cornyn disse que "infelizmente" ele esperava que as negociações bipartidárias começassem.

"Os democratas estão fortemente empenhados no Obamacare e não estão dispostos a admitir problemas estruturais, que criam os problemas que estamos tendo no mercado individual hoje", disse Cornyn. "Mas nós jogaremos o melhor que pudermos com as cartas que recebemos".

O presidente norte-americano, Donald Trump, convidou todos os senadores republicanos a almoçar na Casa Branca nesta quarta-feira para discutir a reforma saúde e outras prioridades, disse um funcionário da administração, acrescentando sem esclarecimentos: "Há movimento na área de saúde".

Revogar e substituir a lei da saúde assinada por Obama foi uma grande promessa de campanha de Trump e dos republicanos no Congresso, que consideram a legislação uma intrusão dispendiosa no sistema de saúde.

O líder republicano do Senado, Mitch McConnell, trabalhando pela primeira vez em uma grande legislação com o partido no controle de ambas as Casas do Congresso e da Casa Branca, reconheceu na segunda-feira à noite que não havia um consenso republicano suficiente em torno de sua proposta revisada para substituir o Obamacare.

(Reportagem adicional de Yasmeen Abutaleb)

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