Trump critica senadores republicanos por Obamacare e diz que é momento de ação

Por Steve Holland e Amanda Becker

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou republicanos do Senado nesta quarta-feira por fracassarem em chegar a um acordo sobre a revogação ou revisão do Obamacare, exigindo que mantenham promessas de campanha e encontrem uma nova abordagem para assistência médica.

Trump disse a 49 senadores que foram a um almoço na Casa Branca que não deveriam deixar Washington para um recesso planejado para agosto até que cheguem a ponto comum sobre assistência médica.

“Estamos perto. Estamos muito perto”, disse Trump no início do encontro, um dia após a tentativa de sete anos do Partido Republicano de revogar e substituir a lei de que é a marca do ex-presidente democrata Barack Obama parecer ter desmoronado no Senado.

“Por sete anos vocês prometeram ao povo americano que iriam revogar o Obamacare. Pessoas estão se machucando e, francamente, inatividade não é uma opção”, disse Trump a parlamentares republicanos. “Qualquer senador que votar contra começar debates está na verdade dizendo que a América está bem com o Obamacare.”

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, prometeu seguir em frente com uma votação no início da próxima semana sobre revogar a Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente, conhecida como Obamacare, apesar de indicações de que irá fracassar, após as deserções na terça-feira de ao menos três senadoras republicanas.

As senadoras republicanas moderadas Susan Collins, do Maine, Lisa Murkowski, do Alasca, e Shelley Moore Capito, da Virgínia Ocidental, disseram ser contra o plano de McConnell de uma revogação que entraria em vigor em dois anos, dando ao Congresso tempo para desenvolver uma substituição. Todas as três participaram do almoço.

Com democratas unidos em oposição à revogação, McConnell pode perder somente dois votos de sua maioria de 52 assentos a 48 no Senado de 100 assentos para passar a legislação de assistência médica.

Trump, que não estava fortemente envolvido no lobby no Senado sobre a questão até esta semana, disse querer mais que uma votação direta para revogação e querer que o Senado também passe uma medida de substituição.

“Podemos revogar, mas devemos revogar e substituir e não iremos sair da cidade até que isto esteja completo”, disse.

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