Alemanha revisa pedidos de armas da Turquia; crise se aprofunda

Por Orhan Coskun e Michelle Martin

ANCARA/BERLIM (Reuters) - A Alemanha disse nesta sexta-feira que está revisando pedidos da Turquia para projetos de armas, acusando seu aliado da Otan de aumentar operações secretas, num momento em que fracassou uma tentativa de um ministro turco de acalmar a crescente crise bilateral.

Enquanto um ministro em Berlim comparou o comportamento de Ancara na detenção de seis ativistas de direitos humanos com a extinta Alemanha Oriental, o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse para a Alemanha "se recompor".

Tensões bilaterais já estavam altas depois de amargas recriminações feitas durante um referendo em abril para ampliar os poderes de Erdogan e da retirada de tropas da Alemanha de uma base aérea turca que começou neste mês.

O conflito aumentou ainda mais depois que a Turquia deteve ativistas, incluindo um cidadão alemão, sob custódia há duas semanas.

O ministro de Economia da Turquia tentou acalmar a situação, mas Erdogan, renovando uma crítica anterior, acusou Berlim de tentar assustar empresas alemães para que elas não investissem na Turquia.

A Alemanha, que abriga três milhões de pessoas com raízes turcas, disse que irá revisar pedidos da Turquia para projetos de armas. "Nós estamos checando todos os pedidos, disse uma porta-voz do Ministério de Economia.

Isso quer dizer que a Secretaria Federal de Economia e Controle de Exportações da Alemanha não poderá emitir novas aprovações de exportações, mas que projetos já acordados não serão afetados de imediato.

Em 2016, o governo alemão exportou armamentos no valor de 83,9 milhões de euros para a Turquia.

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