Hezbollah e Exército sírio lançam ofensiva na fronteira Líbano-Síria

Por Laila Bassam e Tom Perry

BEIRUTE (Reuters) - O grupo libanês Hezbollah e o Exército sírio lançaram uma ofensiva para expulsar insurgentes de sua última posição na fronteira entre Sírio e Líbano, nesta sexta-feira, disse um comandante militar pró-governo sírio.

A operação tem como alvo insurgentes da Frente Nusra na periferia montanhosa da cidade libanesa de Arsal e em áreas perto da cidade síria de Fleita, disse o comandante.

A mídia administrada pelo Hezbollah reportou ganhos significativos de seu lado no estágio inicial da operação.

Uma fonte de segurança libanesa disse que os refugiados que vivem na região estavam fugindo para Arsal, e o Exército libanês estava facilitando sua viagem com a supervisão da ONU. Ainda não estava claro quantos refugiados estavam em trânsito, disse a fonte.

Vários milhares de refugiados sírios ocupam acampamentos a leste da cidade em uma área conhecida como Juroud Arsal, uma zona montanhosa entre a Síria e o Líbano, que serviu de base para militantes do Estado Islâmico, jihadistas e outros rebeldes que lutam na guerra civil de seis anos da Síria.

O canal de TV Al-Manar, do Hezbollah, disse que os militantes da Frente Nusra foram atacados em Juroud Arsal e em áreas perto da cidade síria de Fleita. Um boletim de notícias militar do Hezbollah relatou ataques aéreos do Exército sírio nas posições de Nusra perto de Fleita.

Imagens exibidas pela Al-Manar mostram artilharia sendo disparada da parte de trás de um caminhão com a bandeira do Hezbollah. Também foram mostradas nuvens de fumaça nas colinas.

O Hezbollah, um grupo xiita apoiado pelo Irã, desempenhou um papel crítico em campanhas anteriores contra insurgentes ao longo da fronteira, parte do papel muito mais amplo que desempenhou no apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, na guerra civil na Síria.

O Exército libanês não está participando da operação, disseram o comandante da aliança militar pró-Damasco e a fonte de segurança libanesa. A fonte libanesa disse que o Exército assumiu uma posição defensiva e estava monitorando o deslocamento de militantes e iria disparar se fosse atacado.

A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou mais tarde que o Exército tinha disparado contra um grupo de militantes tentando fugir do combate para a cidade de Arsal.

(Reportagem de Laila Bassam e Tom Perry)

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