Senado dos EUA apoia novas sanções contra Rússia; Putin promete retaliação

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos votou de forma esmagadora nesta quinta-feira para impor novas sanções à Rússia apesar das objeções do presidente dos EUA, Donald Trump, à legislação, que irritou o presidente russo, Vladimir Putin, e gerou promessas de retaliação da parte dele.

O Senado aprovou a medida, que também impõe sanções a Irã e Coreia do Norte, de forma quase unânime, por 98 votos a 2, com forte apoio tanto dos correligionários de Trump quanto de democratas. A proposta foi enviada à Casa Branca para que Trump decida se a sanciona ou se a veta.

O projeto é a maior proposta de política externa aprovada pelo Congresso dos EUA sob o governo Trump, que tem enfrentado dificuldade para avançar em sua agenda doméstica, apesar de os republicanos controlarem tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado.

Caso Trump decida vetar a medida, ela deve ganhar apoio suficiente nas duas Casas para que o veto seja derrubado e se torne lei.

A proposta ameaça abalar ainda mais as relações entre EUA e Rússia, que se deterioraram sob o ex-presidente norte-americano Barack Obama. Trump esperava melhorar esses laços, mas seu governo tem sido abalado por investigações sobre eventual intromissão russa nas eleições presidenciais dos EUA em 2016 para ajudar Trump. O presidente nega qualquer conspiração entre sua campanha e Moscou.

O projeto com as sanções já foi aprovado pela Câmara dos Deputados por 419 votos a 3.

Putin já negou várias vezes interferência russa na campanha eleitoral norte-americana e disse que Moscou só vai decidir como retaliar quando tiver acesso ao texto final do projeto de lei.

Em uma visita à Finlândia, Putin disse que as sanções propostas pelos Estados Unidos são "extremamente cínicas" e uma tentativa de Washington de proteger seus próprios interesses geopolíticos a custo de seus aliados na Europa.

Investigações sobre a suposta interferência da Rússia na eleição presidencial norte-americana são apenas um sintoma da crescente histeria anti-Rússia nos EUA, disse Putin.

(Reportagem de Patricia Zengerle)

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