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Macau recebe ajuda do Exército chinês para lidar com estragos do tufão Hato

25/08/2017 11h31

Por Venus Wu e Farah Master

MACAU (Reuters) - O Exército de Libertação Popular da China foi mobilizado nas ruas de Macau nesta sexta-feira para ajudar com a limpeza depois da passagem de um tufão devastador, e em meio a críticas crescentes de que as autoridades locais não estavam preparadas para a gravidade da tempestade.

A emissora estatal TDM disse que cerca de 1 mil soldados do Exército chinês deixaram seu quartel-general de Macau para auxiliar na recuperação, em uma rada presença nas ruas do ex- território português.

Vestidos com fardas e bonés, alguns usaram pás para remover pilhas de destroços em espaços públicos, incluindo móveis, sofás e televisões destruídos, enquanto procissões de caminhões militares verdes passavam pelas ruas.

O líder de Macau, Fernando Chui, pediu o envolvimento do Exército chinês depois que o Hato, um tufão de categoria máxima 10, atingiu o maior polo de jogos de azar do mundo.

Pela lei local, a assistência de tropas chinesas pode ser solicitada para tais propósitos humanitários.

O saldo de mortes do Hato é de nove pessoas, mas dezenas estão desaparecidas.

O Hato, que teve ventos arrasadores de mais de 200 km/h, foi a pior tempestade a assolar Macau desde 1968, causando blecautes em quase toda a cidade, enchentes, interrompendo o fornecimento de água, esmagando dezenas de veículos e danificando edifícios.

"Isso é horrível, horrível. Vivemos como refugiados", disse um morador de cerca de 60 anos de sobrenome Yeung.

O observatório climático de Hong Kong disse haver indícios de que outra tempestade, que está se formando perto das Filipinas, pode se abater sobre o sul da China nos próximos dias, embora não se espere que seja tão forte quanto o Hato.

Macau vem se transformando rapidamente desde que Portugal a devolveu ao controle chinês em 1999 e o território se tornou um polo de jogos de azar maior do que Las Vegas, atraindo grandes cassinos dos Estados Unidos.

Apesar da chegada dos cassinos, a maior parte da infraestrutura não tem acompanhado o ritmo de seu desenvolvimento.

(Reportagem adicional de Donny Kwok)