Trump sanciona lei que prorroga limite de dívida e garante ajuda para efeitos de furacões

Por Amanda Becker e David Morgan

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou uma lei nesta sexta-feira que estende o limite de dívidas do governo por três meses e fornece cerca de 15 bilhões de dólares em auxílio relacionado a furacões, completando seu surpreendente acordo nesta semana com líderes parlamentares democratas.

O projeto de lei, aprovado em votação por 316 votos a 90 na Câmara dos Deputados, atraiu críticas de alguns membros conservadores do Congresso. Mas o projeto foi aprovado pelo Senado na quinta-feira e o presidente republicano sancionou assim que desembarcou em Camp David, Maryland, para o fim de semana.

Apesar de polêmica, parlamentares haviam se apressado para aprovar a legislação, que fornece 15,25 bilhões de dólares em auxílio de emergência para desastres, antes de o auxílio do governo se esgotar no fim da semana, num momento em que norte-americanos lidam com dois furacões mortais, incluindo o Irma, uma tempestade possivelmente catastrófica que pode atingir a Flórida no domingo.

O furacão Harvey, que tocou o solo em 25 de agosto como o furacão mais poderoso a atingir o Texas em mais de 50 anos, matou cerca de 60 pessoas, deslocou mais de um milhão e o governador do Estado disse que o fenômeno causou até 180 bilhões de dólares em danos.

O projeto de lei levantou dúvidas sobre a relação de Trump, que não fez carreira na política, e integrantes do Partido Republicano. Trump tem frequentemente criticado o líder do Senado Mitch McConnell e o presidente da Câmara, Paul Ryan, e seu acordo com os líderes congressionais democratas senador Chuck Schumer e deputada Nancy Pelosi foi uma choque especialmente incômodo para membros conservadores.

As relações ácidas dos conservadores com o governo devem continuar à medida que o Congresso e a Casa Branca agora enfrentam um prazo de 8 de dezembro sobre o limite de dívidas e gastos do governo.

Perguntada sobre Trump estar trabalhando tão próximo de democratas na legislação, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, disse: “Acredito que o foco do presidente é fazer o que é melhor para o povo americano. Eu acredito que a última coisa que queremos é fazer políticas partidárias quando temos pessoas em lugares como Texas e Louisiana que precisam de apoio financeiro através do governo federal”. 

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