Tribunal turco mantém jornalistas de veículo da oposição sob custódia

Por Can Sezer

SILIVRI, Turquia (Reuters) - Um tribunal turco manteve cinco proeminentes funcionários do jornal de oposição Cumhuriyet sob custódia nesta segunda-feira, em um julgamento que críticos do presidente Tayyip Erdogan condenaram como um ataque à liberdade de expressão.

O tribunal informou que os correspondentes e executivos do jornal, alguns já detidos há 10 meses, devem permanecer em detenção até que mais evidências sejam apresentadas.

“O tribunal decidiu manter a prisão até que testemunhas sejam ouvidas”, disse o juiz-chefe Abdurrahman Orkun Dag após uma sessão de 13 horas, adiando o caso por duas semanas. “Após escutar as testemunhas, pensamos que uma decisão mais saudável pode ser alcançada”.

Procuradores dizem que o Cumhuriyet estava efetivamente tomado por apoiadores de Fethullah Gulen, um clérigo sediado nos Estados Unidos apontado como culpado pelo governo pela tentativa de golpe fracassada do ano passado, e que o jornal foi usado para atingir Erdogan e “mascarar as ações de grupos terroristas”.

O jornal negou as acusações e um advogado da defesa disse nesta segunda-feira que o tribunal estava ignorando evidências sendo apresentadas. “Como este é um julgamento político, evidências materiais não são levadas em consideração”, disse Tora Pekin.

O tribunal manteve sob custódia o editor-chefe Murat Sabuncu, o membro do comitê executivo e advogado Akin Atalay e três outros funcionários. O restante dos 17 réus está em liberdade até a próxima audiência ou sendo julgado à revelia. 

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