Florida Keys e aeroportos reabrem parcialmente após passagem de Irma

Por Andy Sullivan e Robin Respaut

FLORIDA CITY/MARCO ISLAND, Flórida (Reuters) - Partes de Florida Keys atingidas pelo furacão Irma permitirão que os moradores retornem nesta terça-feira para avaliar os danos da tempestade, que devastou a Flórida com ventos fortes e inundações litorâneas que destruíram casas e deixaram milhões de pessoas sem eletricidade.

Rebaixado para ciclone tropical no início desta terça-feira, o Irma, antes avaliado como um dos furacões mais potentes já registrados no Atlântico, causou enchentes recordes em partes da Flórida depois de deixar um rastro de destruição mortal em várias ilhas do Caribe.

O porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln chegou ao litoral leste do Estado norte-americano e duas embarcações de ataque anfíbias chegarão nesta terça-feira para ajudar em Florida Keys, onde o Irma tocou o solo no domingo na condição de furacão de categoria 4 em um escala que vai de 1 a 5.

Os militares distribuirão alimentos e ajudarão a retirar 10 mil habitantes que não partiram antes da tempestade, disse o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Heather Carruthers, comissária do condado de Monroe, disse que já se tinha conhecimento de uma morte, mas que mais pessoas morreram no arquipélago, onde moram quase 80 mil residentes permanentes. Ela não informou o saldo de mortos.

"Estamos encontrando alguns restos mortais", disse ela em uma entrevista à rede CNN. Imagens de vídeo das ilhas mostraram casas devastadas por ventos de até 210 km/h que deixaram Florida Keys sem energia, água encanada e serviço de celular.

Vários grandes aeroportos da Flórida que suspenderam os voos de passageiros devido ao Irma retomarão o serviço de forma limitada nesta terça-feira, incluindo o Aeroporto Internacional de Miami, um dos mais movimentados do país. O Irma prejudicou os transportes no grande polo turístico, provocando milhares de cancelamentos de voos.

O arquipélago de Florida Keys, que se estende do Golfo do México até a ponta da península da Flórida e se conecta ao continente por uma única rodovia estreita, foi especialmente atingido, disse o governador Rick Scott na segunda-feira.

Mas a extensão dos danos na Flórida e em Estados vizinhos não se compara à devastação absoluta deixada pelo Irma como furacão de categoria 5 em partes do Caribe, onde a tempestade matou quase 40 pessoas, ao menos 10 delas em Cuba, antes de direcionar sua fúria para a Flórida.

(Reportagem adicional de Daniel Trotta, em Orlando, Flórida; Bernie Woodall, Ben Gruber e Zachary Fagenson, em Miami; Dan Whitcomb, em Los Angeles; Letitia Stein, em Detroit; Colleen Jenkins, em Winston-Salem, Carolina do Norte; Harriet McLeod, em Mt. Pleasant, Carolina do Sul; Scott DiSavino, em Nova York; e Marc Frank, em Havana)

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