Bomba fere 29 em metrô de Londres; nível de ameaça é aumentado e polícia busca suspeitos

Por Kevin Coombs e Yann Tessier

LONDRES (Reuters) - Uma bomba caseira em um lotado trem de metrô na hora do rush em Londres colocou um vagão em chamas e feriu 29 pessoas nesta sexta-feira, mas aparentemente fracassou em explodir completamente, no quinto incidente terrorista no Reino Unido neste ano.

Passageiros a bordo de um trem que seguia para a capital britânica fugiram em pânico após a explosão, quando o trem estava prestes a deixar a estação Parsons Green, no oeste de Londres, às 8h20.

Algumas pessoas sofreram queimaduras e outras se feriram em tumultos para escapar da estação, uma das paradas acima do solo da rede de metrô, mas autoridades de saúde disseram que nenhuma delas tinha condição grave.

“Estamos indo atrás de suspeitos”, disse o principal oficial antiterrorismo do Reino Unido, Mark Rowley. “Alguma pessoa plantou este artefato explosivo improvisado no metrô: temos que estar com a mente aberta neste momento sobre ela ou sobre possíveis associados”.

Centenas de detetives e autoridades da inteligência estavam envolvidos nas buscas. Rowley se negou a dizer se o possível autor estava no trem.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, voltou a Londres para comandar um encontro do comitê de respostas de emergências do governo. Ela chamou o incidente de um “ataque covarde” e disse que o nível de ameaça nacional havia sido aumentado para o mais alto, “crítico”.

O grupo militante Estado Islâmico, que disse estar por trás de diversos ataques em cidades ocidentais nos anos recentes, incluindo dois ataques em Londres e um em Manchester neste ano, assumiu responsabilidade através de sua agência de notícias, Amaq.

Não foi possível verificar a reivindicação, uma vez que a Amaq não forneceu evidências. Autoridades de inteligência ocidentais questionaram reivindicações similares no passado, dizendo que embora a ideologia jihadista do Estado Islâmico possa ter inspirado alguns agressores, há evidências insuficientes de que o grupo tenha orquestrado ataques.

“É muito rotineiro nestes tipos de circunstâncias que o Estado Islâmico reivindique responsabilidade, tendo ou não qualquer engajamento prévio com indivíduos envolvidos”, disse Rowley.

"EU VI A BOLA DE FOGO"

Fotografias tiradas no local mostravam um balde branco ligeiramente carbonizado com uma bolsa térmica de supermercado no chão de um dos vagões do trem. O balde, ainda intacto, estava em chamas e parecia ter fios elétricos saindo do topo.

“Eu estava no segundo vagão da parte traseira. Eu só ouvi um movimento rápido. Eu olhei para cima e vi o vagão inteiro coberto em chamas vindo em minha direção”, disse Ola Fayankinnu, que estava no trem, à Reuters.

“Havia telefones, chapéus, bolsas por todos os lados e quando eu olhei para trás eu vi uma bolsa em chamas”.

Charlie Craven disse ter saído do trem no momento em que o artefato explodiu.

“Literalmente dentro de três segundos após colocar a bolsa no chão, as portas já se fechando, nós ouvimos uma alta explosão”, disse à Reuters. “Eu olhei em volta e vi esta gigante bola de fogo... indo para o vagão”.

Ele disse que passageiros espantados fugiram, temendo uma segunda explosão ou um atirador, com pessoas sendo derrubadas e pisoteadas em um tumulto para escapar.

Em 2005, 52 pessoas morreram quando quatro militantes islâmicos britânicos se explodiram em três trens do metrô de Londres e um ônibus, e neste ano o Reino Unido sofreu outros quatro ataques atribuídos a terroristas.

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