Iraque pede a governos estrangeiros que parem de negociar petróleo com curdos

Por Maher e Chmaytelli

BAGDÁ (Reuters) - O Iraque exortou no domingo os países estrangeiros a deixarem de importar petróleo diretamente de sua região autônoma do Curdistão e a restringir o comércio de petróleo ao governo federal.

O chamado, publicado na declaração do gabinete do primeiro-ministro Haider al-Abadi, veio em retaliação ao plano do governo regional do Curdistão de realizar um referendo sobre a independência na segunda-feira.

A declaração do governo central parece ser dirigida principalmente para a Turquia, o país de trânsito para todo o petróleo produzido no Curdistão. O petróleo é levado por encanamento para a costa do Mediterrâneo turco para exportação.

Bagdá "pede aos países vizinhos e aos países do mundo que se ocupem exclusivamente do governo federal do Iraque em relação aos postos de entrada e ao petróleo", afirmou o comunicado.

O governo iraquiano sempre se opôs a vendas independentes de petróleo bruto pelo governo regional, e tentou muitas vezes bloquear as remessas de petróleo curdo.

As disputas de longa data sobre recursos terrestres e petrolíferos estão entre os principais motivos citados pelo governo regional do Curdistão para pedir independência.

O Curdistão iraquiano produz cerca de 650 mil barris por dia de petróleo bruto em seus campos, incluindo cerca de 150 mil das áreas disputadas de Kirkuk.

Os volumes de produção da região representam 15 por cento do total da produção iraquiana e cerca de 0,7 por cento da produção mundial de petróleo. O governo regional almeja aumentar a produção para mais de 1 milhão de barris por dia até o final desta década.

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