De volta aos EUA, namorada de atirador de Las Vegas diz ter "consciência limpa"

Alexandria Sage e Sharon Bernstein

Las Vegas

  • Foto: Reprodução/Facebook

    Segundo os investigadores, não há indicações de que ela estava ciente dos planos de Paddock

    Segundo os investigadores, não há indicações de que ela estava ciente dos planos de Paddock

O FBI interrogou nesta quarta-feira (4) a namorada do atirador que matou 58 pessoas em Las Vegas, esperando descobrir o que motivou Stephen Paddock a abrir fogo contra um festival de música country no ataque em massa a tiros mais mortal da história recente dos Estados Unidos.

Marilou Danley, que retornou aos Estados Unidos na noite de terça-feira (3), é uma "pessoa de interesse" na investigação, informou a polícia de Las Vegas. Familiares de Marilou nas Filipinas disseram a repórteres que ela tinha a "consciência limpa" e nenhum conhecimento prévio sobre o ataque.

Mais de 500 pessoas ficaram feridas, algumas pisoteadas na confusão, quando Paddock, de 64 anos, disparou tiros de seu quarto de hotel no 32º andar por cerca de 10 minutos na noite de domingo. Ele se matou antes de a polícia entrar no quarto e encontrar até 23 armas, elevando o total de mortos para 59.

Doze de seus rifles estavam equipados com chamados "bump stocks", disseram autoridades, permitindo que as armas fossem disparadas como se fossem armas automáticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou Las Vegas na quarta-feira para prestar seu respeito e apoiar socorristas, marcando a primeira vez em que teve que lidar com um grande ataque em massa ao estilo dos que mataram centenas de pessoas nos anos recentes nos Estados Unidos.

Investigadores focaram na namorada de Paddock, Marilou Danley, de 62 anos, que no passado morava com Paddock e deixou os Estados Unidos para as Filipinas em setembro.

O FBI buscou Marilou em seu voo de Manila para o aeroporto internacional de Los Angeles e a levou para interrogatório, disseram autoridades norte-americanas informadas sobre o caso.

Até o meio-dia desta quarta-feira, não havia indicações de que ela estava ciente dos planos de Paddock, disseram as autoridades.

Autoridades questionaram Marilou sobre as compras de armas do namorado, uma transferência bancária de 100 mil dólares para um banco filipino que pensam ter sido destinada a ela e sobre se Marilou viu quaisquer mudanças no comportamento de Paddock antes de deixar os Estados Unidos.

"Supondo que ela não teve papel nas ações dele, a coisa mais importante é qualquer luz que ela possa colocar no motivo de Paddock", disse uma autoridade, que falou sobre a investigação em andamento em condição de anonimato.

Marilou, que contratou o advogado de defesa da área de Los Angeles Matthew Lombard, havia garantido para sua família que possui "consciência limpa", disse seu irmão à ABC News nas Filipinas.

"Eu telefonei para ela imediatamente e ela disse 'relaxa, nós não devemos nos preocupar com isto. Irei consertar isto. Não entre em pânico. Eu tenho a consciência limpa'", disse Reynaldo Bustos à ABC em Manila.

O irmão de Paddock, Eric, disse a repórteres que a transferência de 100 mil dólares foi evidência de que "Steve cuidou das pessoas que ele amava" e que provavelmente queria proteger Marilou ao enviá-la para o exterior antes do ataque.

"Ele a manipulou para estar completamente longe disto e a salvo quando ele fez isto", disse Eric Paddock.

Câmeras mostram ações dos policiais em Las Vegas

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