Republicanos avançam em reforma tributária; integrantes do Fed alertam para risco inflacionário

Por David Morgan

WASHINGTON (Reuters) - Os republicanos do Congresso avançaram nesta quinta-feira para acelerar a revisão do código tributário dos Estados Unidos, enquanto os integrantes do Federal Reserve, banco central norte-americano, alertaram em raras observações públicas de que o plano fiscal do presidente Donald Trump poderia provocar inflação e dívida federal insustentável.

Em um passo processual adiantado, a Câmara dos Deputados controlada por republicanos aprovou por 219 votos a 206 um plano de despesa fiscal para 2018 para ajudá-los a avançar numa eventual revisão de impostos. O plano contém uma ferramenta legislativa que permitirá que os republicanos ignorem os democratas e aprovem uma lei de impostos por maioria simples no Senado, onde ocupam 52 dos 100 assentos.

Trump e os principais republicanos no Congresso esperam promulgar um pacote de cortes de impostos para corporações, pequenas empresas e indivíduos antes de janeiro, prometendo que os impostos mais baixos vão impulsionar o crescimento econômico dos EUA, os empregos e os salários.

Os principais índices de Wall Street encerram a quinta-feira em patamar recorde, com o otimismo sobre uma revisão fiscal aumentando entre os investidores.

Mas integrantes do Federal Reserve questionaram este cenário, dizendo que os cortes de impostos propostos pelos republicanos poderiam gerar um aumento do crescimento a curto prazo, mas também aumentar a inflação e levar a dívida pública para níveis onerosos.

A menos que tenha como objetivo aumentar a produtividade, o presidente do Fed de San Francisco, John Williams, disse que um corte de impostos poderia alimentar um crescimento "insustentável" que, em última instância, seria desfeito pelas bolhas dos preços dos ativos, inflação e possível recessão.

Os integrantes do Fed geralmente se abstêm de comentar sobre a política fiscal, mas o governo Trump está propondo 6 trilhões de dólares em cortes de impostos, num momento em que muitos economistas sentem que o país não precisa de um estímulo maciço.

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