Trump quer retirar isenções fiscais da NFL em reação a protestos

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL, na sigla em inglês) não deveria ter isenções de impostos, retomando suas críticas à entidade devido aos protestos silenciosos de jogadores durante a execução do hino nacional.

"Por que a NFL está recendo enormes isenções fiscais e ao mesmo tempo desrespeitando nosso Hino, Bandeira e país? Mudem a lei tributária!", escreveu Trump em uma postagem no Twitter.

Não ficou claro o que exatamente Trump estava exigindo, e representantes da Casa Branca não responderam de imediato a um pedido de comentário.

A NFL abriu mão da isenção fiscal federal em 2015, de acordo com reportagens, mas Estados e localidades dos EUA ainda oferecem isenções de impostos multibilionárias à liga para atrair times e financiar estádios.

Trump está há semanas em rota de colisão com jogadores da NFL que se ajoelham durante o hino antes dos jogos, dizendo que o gesto desrespeita o país. No mês passado ele fez um clamor com palavras contundentes para que os jogadores que realizam o gesto sejam demitidos e provocou uma reação inicial forte, inclusive de alguns técnicos e proprietários de equipes.

A demonstração silenciosa dos jogadores, que começou no ano passado em protesto contra a violência policial contra minorias raciais, foi adotada mais amplamente em reação aos comentários mais recentes de Trump, e mais jogadores passaram a se ajoelhar, enquanto outros têm preferido unir os braços.

Em setembro vários parlamentares republicanos insinuaram que as benesses fiscais deveriam acabar devido aos protestos, noticiou o jornal Washington Post.

No domingo, o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, saiu de um jogo da NFL depois que alguns jogadores se ajoelharam. Separadamente, o dono do Dallas Cowboys, Jerry Jones, disse que deixará os jogadores que desrespeitarem a bandeira do país no banco.

Na segunda-feira, o canal a cabo ESPN foi arrastado para o debate ao suspender uma de suas comentaristas por ela ter publicado um tuíte sobre os protestos e o comentário de Jones. A ESPN, que pertence ao grupo Walt Disney, disse ter sido a segunda violação de diretrizes para redes sociais cometida por Jemele Hill.

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