Japão diz a EUA e Seul que ameaça da Coreia do Norte é "grave e iminente"

Por Phil Stewart

ZONA PORTUÁRIA LIVRE DE CLARK, Filipinas (Reuters) - A ameaça da Coreia do Norte chegou a um "nível grave e iminente", e Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul precisam tratar da questão, disse o ministro da Defesa japonês, Itsunori Onodera, a seus homólogos dos EUA e da Coreia do Sul, em conversas nesta segunda-feira.

Os comentários de Onodera reforçaram a preocupação profunda em Tóquio desde os testes de armas norte-coreanos, incluindo o disparo de mísseis sobre o Japão, no momento em que Pyongyang desenvolve um míssil com uma ogiva nuclear capaz de atingir o território continental dos EUA.

A fala do ministro contrastou com a linguagem mais comedida do secretário de Defesa norte-americano, Jim Mattis, e do ministro da Defesa sul-coreano, Song Young-Moo. Os três se reuniram nos bastidores de um encontro de chefes de Defesa da Ásia realizado nas Filipinas.

"A ameaça representada pela Coreia do Norte chegou a um nível inédito, grave e iminente. Portanto, temos que adotar respostas calibradas e diferentes para enfrentar este nível de ameaça", afirmou, por meio de um tradutor, no início das conversas em solo filipino.

O sul-coreano Song também admitiu que "o comportamento provocador da Coreia do Norte está ficando cada vez pior" nos comentários públicos que fez antes de os repórteres serem escoltados para fora da sala de reunião.

Mattis voltou a criticar duramente os testes da Coreia do Norte, dizendo que eles "ameaçam a segurança regional e global".

O secretário, que iniciou uma viagem de uma semana pela região nesta segunda-feira, vêm se mostrando ansioso para enfatizar os esforços diplomáticos feitos para resolver a crise pacificamente no momento em que a tensão crescente entre Washington e Pyongyang atiça temores de um "confronto armado".

Indagado sobre sua conversa com Onodera depois de os dois se reunirem mais cedo nesta segunda-feira, e antes de se reunir com Song, Mattis respondeu que eles debateram "manter a estabilidade e a paz em apoio aos diplomatas".

Enquanto isso, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter se disse disposto a ir à Coreia do Norte em nome do governo do atual presidente Donald Trump para ajudar a apaziguar a situação, noticiou o jornal New York Times.

Trump está envolvido em uma guerra de palavras com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e vem ameaçando destruir a Coreia do Norte se isso for necessário para defender os EUA e seus aliados.

Kim rotulou Trump de "mentalmente desequilibrado".

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