Parlamento britânico pede ao Facebook evidências de interferência russa em votações

LONDRES (Reuters) - Uma comissão parlamentar britânica escreveu para o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, pedindo informações sobre qualquer atividade paga por contas da rede social ligadas à Rússia envolvendo o referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, em 2016, e as eleições parlamentares do país neste ano.

O pedido foi feito por Damian Collins, presidente do Comitê Digital, de Mídia e Esportes do Parlamento, como parte de seus esforços para reunir provas para um inquérito que está conduzindo sobre notícias falsas.

O parlamentar pediu ao Facebook que forneça exemplos de todos os anúncios comprados e todas as páginas criadas por contas ligadas à Rússia, informações sobre a segmentação desses anúncios e páginas e quantas vezes foram vistos.

A comissão britânica abriu seu inquérito sobre notícias falsas em janeiro, mas foi suspenso quando as eleições gerais foram convocadas para junho. O prazo para a apresentação de provas é 7 de novembro.

A investigação busca entender o impacto de notícias falsas sobre a compreensão pública do mundo e a resposta ao jornalismo tradicional, as responsabilidades das plataformas de redes sociais e a forma como as pessoas podem ser educadas para avaliar fontes de notícias.

No Reino Unido, o interesse em se a Rússia desempenhou um papel em processos políticos, como no referendo de junho de 2016 sobre a retirada do país da União Europeia e as eleições gerais de junho de 2017, vem aumentando nas últimas semanas.

A Rússia negou interferir nos assuntos internos de outros países.

(Por Estelle Shirbon)

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